A bola é redonda, ou: a vitória do(s) Patrício(s)

Felizmente não percebo absolutamente nada de futebol. Também, isso não quer dizer nada, pois a esmagadora maioria dos «especialistas» — ou treinadores de sofá — que escrevem por aí e que comentam na rádio e na televisão têm tanta formação em futebol ou ciências do desporto como eu; as únicas pessoas que conheço pessoalmente e das quais respeitaria eventualmente a opinião, são o meu irmão e a minha cunhada, ambos licenciados em ciências do desporto, embora a especialidade deles seja o andebol, não o futebol… De resto, trata-se tudo de amadores que percebem tanto do assunto como eu percebo de mecânica quântica ou biologia molecular: e desde já devo explicar que sou capaz de ficar várias horas a falar sobre estes dois assuntos e convencer uma audiência de que percebo catrefadas do assunto, quando na realidade pouco mais sei do que se lê por aí em Wikipedias e afins. Mas como domino, em certas áreas, a técnica do bullshitting along (vão ao dicionário ver o que significa), cá vai a minha contribuição para este momento de orgulho nacional!

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