Os melhores insultos

Não sei porque raio é que vinte mil pessoas decidiram que valia a pena ler a palhaçada que escrevi há uns dias atrás. O ridículo da situação é que é bem raro que haja mais do que um ou dois visitantes ao meu blog, e é assim que tenciono mantê-lo!

Por alguma razão obscura que não compreendo, este artigo encontrou muitos potenciais leitores. Se calhar era porque era pouco sério e tinha muitos erros, o que levou imensa gente a aproveitar a oportunidade para me insultarem nos comentários 🙂

O que é curioso é compreender este desejo de me insultar, como se as pessoas que o fizessem ganhassem alguma coisa com isso. Se eu estivesse no Governo, ou pelo menos na Assembleia da República, o insulto pelo menos teria interesse, na perspectiva de tentar minimizar as minhas ideias e promover outras. Se fosse jornalista, o insulto seria uma excelente forma de dizer aos editores do jornal que não queriam ler mais artigos meus. Se fosse um blogger de renome, poderia ser uma forma de forçar os leitores do mesmo a irem para outro lado. E, finalmente, se os autores dos insultos fossem, eles próprios, membros do Governo, da AR, da comunicação social ou bloggers de renome, então estariam a tentar «puxar» leitores para os seus próprios artigos, ridicularizando-me em público, e atraindo novos leitores aos seus próprios sites.

Mas não é o caso. Insultam-me apenas por acharem que é fixe fazê-lo! É como uma espécie de graffiti: já que aparentemente não têm capacidade para se exprimir de outra forma, fazem-no «sujando» as páginas das outras pessoas. Bem, e porque não? Lá porque não gosto de graffitis tenho de reconhecer que é uma forma de expressão.

Se os insultos tivessem algum resultado palpável, ainda compreenderia o esforço em compô-los. Assim, deu apenas para eu apreciar os seus autores ainda mais, pois alguns foram bastante criativos nos seus insultos; obrigado a todos pela vossa participação! Fico feliz por saber que existem ainda muitos portugueses que sabem dar uma utilização criativa à língua materna; quem me dera ter a mesma capacidade!

Não é fácil escrever um bom comentário, pelo que vale a pena revê-los e apreciar a sua linguagem. Eis, pois, uma lista dos comentários que achei mais originais e criativos:

O artigo é muito interessante , mas peca por ler muito extenso — graciete sena

TL;DR. Ironicamente, este foi um dos meus artigos mais curtos de sempre. O anterior tinha mais de 11 mil palavras, não recebeu nenhum comentário, e foi visto apenas por pouco mais de 50 pessoas.

Como é possível alguém escrever um chorrilho de disparates tão grande, vomitando verborreia de forma tão pródiga, sem ter a mais Minima noção do que está a falar! — LF

O autor deste comentário merece o meu prémio pelo Melhor Insulto. Também é o mais bem escrito, com palavras mais interessantes. Só tenho pena de não se ter explicado melhor!

Boooring.
1º Passo. A Barbara Minto é uma óptima autora de uns quantos livros que ajudam a ganharmos poder de síntese e articulação da mensagem.
2º Passo. Uma teoria com fundo interessante mas que alguém com dois dedos de testa vê que há coisas sem pés nem cabeça (a tal leitura de “factos” de internet que deitam por terra a teoria). —  Zeca

Nunca compraria um livro de alguém chamada Minto que escreveu 254 páginas sobre o poder de síntese, mas parece que o Zeca, apesar de tudo, fez parte das 20.000 pessoas que leram o meu artigo 🙂 Gosto também da forma (usada por muitos ao longo dos comentários) de desconsiderar que os «os factos da Internet» a que aludem são os vários links que coloquei para artigos publicados em jornais portugueses e que — presume-se — foram escritos por profissionais com capacidade de discernimento e ao abrigo das orientações a que os jornalistas estão obrigados a seguir… mas tudo bem.

O caro Luis Sequeira não acerta uma! não sabe quem paga a quem, quem paga o quê, o que fazem a SIBS, os CTT, a Payshop… — André Cruz

É verdade! Não sei! Mas o André Cruz não achou por bem elucidar-me.

Sinceramente, este artigo deveria pertencer a um blog chamado “vivo noutro mundo e sou mais esperto que vocês todos juntos” ! é que são tantas as afirmações incorrectas e totalmente desvirtuadoras da realidade que até se torna difícil ler o artigo todo. — Rui Figueiredo

Leva o prémio de 2º Melhor Insulto.

Infelizmente, este artigo está cheio de erros e este senhor claramente não sabe o que é a SIBS. — Sebastiao

Só faltou acusar-me de estar a fazer perder tempo a quem se deu o trabalho de ler o artigo!

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4 pensamentos sobre “Os melhores insultos

  1. Já não me lembro como cá vim parar, mas descobri-te através desta palhaçada que escreveste e com a qual me diverti, apesar de não ter comentado então. O que, por sua vez, me fez ler mais alguns dos teus outros artigos e tomar a decisão de subscrever o teu blog idiota. Acho que conseguiste encontrar a receita para o “viral”. Obrigado.

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