SIBS: Como lidar com o monopólio

Tenho uma proposta manhosa 🙂

Como é sabido, a SIBS está a alterar as comissões sobre os processamentos das transacções via Multibanco. Ou seja: ao fim de duas décadas de confortável crescimento, em plena crise financeira (e social!), acharam por bem aumentar ainda mais os seus lucros — agora. Se a estupidez congénita dos banqueiros fosse tangível, poderíamos exportá-la e pagar à Troika o que devemos num instantinho. Assim sendo, tal como o nosso Governo com os impostos, a SIBS está a dar tiros no próprio pé com uma caçadeira de canos serrados.

As reacções não se fizeram esperar. Desde petições públicas a reacções da DECO e análises da Autoridade da Concorrência, a verdade é que a resposta do comércio é deixar de aceitar pagamentos por Multibanco. Isto, evidentemente, vai levar a SIBS a aumentar ainda mais as comissões para compensar a perda de dinheiro ou a inventar novos cartões para ganhar mais sem os utilizadores saberem.

Mas a verdade é que duvido que qualquer uma destas medidas surta efeito. Afinal de contas, não nos podemos esquecer que a SIBS é uma empresa privada num mercado livre: dificilmente vejo a possibilidade de se «legislar» contra uma empresa privada que não está a fazer nada de ilegal, está apenas a querer aumentar o lucro.

Bom, aqui é que a porca torce o rabo. É que é verdade que a SIBS é uma empresa privada, mas age em regime de monopólio. Não foi um monopólio concedido pelo Estado. Foram eles que inventaram um mercado novo que dantes não existia. É certo que muito no início, quando se deu a liberalização da banca, surgiram algumas redes concorrentes, como a Caixa 24 — que depois foi absorvida pelo Multibanco. Durante décadas, a Unicre, que tinha a representação dos cartões Visa em Portugal, operava a sua própria rede, e era assim uma «alternativa» — mas já há anos que tudo se «fundiu» na mesma rede.

Aquilo a que chamamos «Multibanco» não é apenas um conjunto de terminais ligados a uns servidores centrais da SIBS, sejam os ATMs, sejam os terminais de pagamento dos comerciantes. Vai mais longe do que isso: assegura todas as transacções electrónicas entre o sistema bancário português. E também interliga com o sistema de recebimento de dinheiro dos contribuintes por parte do Estado. É um sistema muito mais abrangente do que parece. Por isso obviamente que dificilmente terá concorrência.

Ora bem, quando uma empresa não tem concorrência… age em regime de monopólio. Em teoria, este tipo de empresas tem de ser muito mais regulamentada quanto às coisas que pode ou não fazer. Por exemplo, nos Estados Unidos, que tem uma das atitudes mais laissez-faire do mundo em termos económicos, permite quase tudo — excepto os monopólios! Uma empresa que tenha um sucesso louco ao ponto de fazer falir toda a concorrência e ficar numa posição única no mercado treme de medo de ser acusada de «monopólio». Não é invulgar que estabeleçam uma empresa «paralela» para concorrer consigo próprios e evitar as terríveis leis anti-monopólio. Há quem especule que a razão principal para Bill Gates ter «investido» na Apple, anos atrás, com o objectivo de a salvar da falência, e recolocando o seu arqui-rival Steve Jobs de novo como CEO, foi com o único propósito de ter uma empresa capaz de fazer concorrência à Microsoft em sistemas operativos. O facto é que Bill Gates viu o seu investimento (que era comparativamente modesto) recuperado rapidamente, e é também um facto que, existindo uma Apple a «incomodar» a Microsoft, mesmo que com pouca quota de mercado nos sistemas operativos, a Microsoft nunca foi alvo de ataques mais cerrados das entidades que fiscalizam os monopólios — apesar de ter sido, e muito, vítima dessas leis (ainda hoje pagam multas por causa disso!).

Os monopólios são o cancro da economia de mercado livre… porque criam mercados onde a economia não é livre. Por isso, normalmente, são fortemente regulamentados. Em países menos liberais que os EUA, acaba por ser o Estado — seja directamente, seja por concessão — que «absorve» o monopólio para justamente impedir que os consumidores sofram do excesso da ganância dos donos do mesmo.

Idealmente, claro, não existiriam monopólios. Mas este não é um mundo ideal. Idealmente também, claro, a Autoridade da Concorrência limitaria a capacidade da SIBS em abusar do seu monopólio (como limita outras entidades), mas a SIBS é especial: é que todos os seus accionistas são bancos. E contra estes ninguém tem coragem para agir.

Num mercado mais livre, este tipo de anúncios — aumento de taxas e comissões com clientes como as grandes superfícies a prejudicar toda a gente — traria imediatamente o surgimento de produtos concorrentes. E até parece que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) está a preparar-se para lançar uma coisa em conjunto com a Portugal Telecom: o «AHRESP Wallet», uma forma de pagamento em restaurantes e hotéis via telemóvel. Esta modalidade de pagamento é desconhecida em Portugal mas muito comum noutros países onde não existe uma rede bancária com ATMs operada em regime de monopólio.

É uma hipótese, claro, mas não sei se irá muito longe. Afinal de contas, o Grupo Portugal Telecom é detido pelo Grupo Espírito Santo, se não de jure, pelo menos de facto: é o BES que diz quem são os administradores da PT e que orientação devem tomar. Não estou a ver o BES prejudicar-se a si mesmo na SIBS. Mais provável seria, a determinada fase do sucesso, que intermediasse a aquisição do AHRESP Wallet por parte da SIBS — era o que seria mais lógico.

Ora como se pode então resolver este problema da falta de concorrência credível, sem intervenção legislativa que seria de dúbia legalidade num mercado livre?

Bom, temos um Ministro das Finanças que não é propriamente um Mr Nice Guy. Eu se fosse ao Vítor Gaspar convidava os banqueiros accionistas da SIBS para uma conversinha particular. E apresentava-lhe o seguinte problema: o Estado é um utilizador do serviço Multibanco. Milhares de milhões passam todos os dias pela SIBS, tanto para fazer pagamentos de salários, pensões e bolsas, como para receber praticamente a totalidade das receitas de impostos, segurança social, taxas, multas e coimas. Sobre tudo isto o Estado português paga toneladas de comissões — de certeza que muito mais que os cinco milhões anuais do Grupo Jerónimo Martins!

Ora, no interesse em fazer contenção da despesa, o Estado português iria deixar de usar o Multibanco… passando a usar um sistema próprio.

Incrédulos, os banqueiros rir-se-iam na cara de Vítor Gaspar, pois o investimento numa estrutura paralela à do Multibanco custaria milhares de milhões e levaria anos, senão décadas, a implementar. E confiariam os portugueses num «ATM do Estado Português»?

Mas a verdade é que Vítor Gaspar não precisa de investir nada. É que o Estado português já tem um sistema paralelo em funcionamento. Na realidade, já o tem há alguns séculos: chama-se CTT.

Os CTT são uma entidade pública curiosa. Apesar de ser reconhecida alguma incompetência interna, e ter processos de decisão que levam 10 anos (verdade!), são das raras empresas públicas que dão lucro. E não é pouco: contribuem com cerca de 1,5% do PIB, o que não é nada mau. Prestam em geral um bom serviço: só quem já teve de lidar com correios «estrangeiros» é que aprecia verdadeiramente a qualidade do serviço dos CTT. Estranhamente, fora do sistema bancário, os CTT até emitem a coisa mais parecida com «moeda»: um selo «vale» dinheiro, e pode ser usado como tal, se bem que em Portugal, nos dias que correm, essa modalidade de pagamento seja muito pouco usada (já há poucos selos em circulação).

Apesar da utilização dos CTT ter mudado drasticamente, continuam sólidos enquanto empresa. Cada vez se escrevem menos cartas, é verdade. Com a entrada em funcionamento da factura electrónica, ainda vão passar menos cartas pelos CTT. Mas em compensação aumentaram a entrega de encomendas, graças a parceiros como a La Redoute, mas também com coisas como a Amazon.com. Ironicamente, é esta parte dos correios — a das encomendas — que está liberalizada, mas os CTT concorrem bem nessa faixa e compensam a perda de dinheiro na parte «monopolista» (as cartas).

Os balcões CTT não vendem apenas selos — há muito tempo que fazem muito mais do que isso, e são pequenas lojas que vendem coisas tão diversas como livros e CDs. Mas os CTT também têm um operador móvel. Têm um sistema de pagamentos anónimos conhecido por PayShop, que estende a rede de balcões CTT para aceitar pagamentos em 4000 lojas espalhadas por todo o país. Aceitam pagamentos de todo o tipo de coisas — luz, água, telefone, impostos… E gerem, claro, os famosos certificados de aforro, tão odiados pelo sistema bancário por lhes fazerem concorrência directa, mas que Governo algum os conseguiu abolir.

Ironicamente, os CTT não usam Multibanco, excepto em algumas (muito raras!) estações de correio. Uma vez perguntei porquê. Eles responderam que não conseguiam chegar a acordo com a SIBS àcerca das comissões. E para vender uns selos não compensava…

E, recentemente, também passaram a ser operador de email privilegiado do Estado para receber as notificações electrónicas.

Ora bem. Olhemos bem para isto. Uma entidade que já é do Estado, que está presente em todas as terriolas do país (Continente e Ilhas) — mas que estende a sua rede para fora dos seus balcões via PayShop. Todos os balcões, próprios e de terceiros, estão interligados informaticamente. Tem um operador móvel. Gere uma quantidade estupidificante de dinheiro que passa pela sua rede de balcões, e, além disso, emite «produtos bancários». Na realidade, muito antes de haver computadores nos bancos portugueses, já se podia enviar dinheiro pelos CTT: o vale postal existe há eternidades. Não são, pois, uns «novatos» a transferir dinheiro entre pontos remotos: já o faziam muito antes dos bancos saberem como. Ironicamente, no século XIX, os bancos usavam os CTT para transferir dinheiro via telégrafo instantaneamente: os CTT foram a primeira rede Multibanco do país para transferências bancárias…

Eu, se fosse o Vítor Gaspar, é claro que preferia usar os CTT, que já tenho de suportar em Orçamento de Estado de qualquer das formas (mas que já é uma entidade lucrativa, logo, ganho mais com os CTT do que coloco dinheiro neles!) e tenho controlo absoluto sobre a direcção do mesmo. Com os CTT não preciso de «negociar» ou de assumir uma posição «subserviente» — mando um despacho e pronto. Sou eu, Vítor Gaspar (ou melhor, eu, Governo) que digo aos CTT o que deve fazer. E ninguém se pode opôr.

Agora, humm, há apenas um pequeno probleminha. É que os CTT teriam de emitir cartões de pagamento e instalar terminais no Pingo Doce. Bem, nada mais fácil do que isso: o sistema PayShop é tão simples que o «cartão» é, nada mais, nada menos, do que uma sequência aleatória de caracteres alfanuméricos, que pode ser impressa numa folha de papel térmico. Terminais de pagamento? Ora essa, já têm a experiência de gerir uma rede de 4000. Pagamento por telemóvel? Simples, já têm o seu próprio operador, e há muita flexibilidade em usar a rede deles para fazer «coisas malucas», que os outros operadores levam eternidades a discutir (sou suspeito, porque estive envolvido num projecto para fazer pagamentos de telemóvel a partir do Second Life, e conheço outro projecto semelhante para o PayShop — os CTT nunca se preocuparam muito com a «burocracia» para fazer estas inovações tecnológicas «aparecer do nada». Fazem e pronto).

A única coisa que lhes falta é um alvará bancário. Tal como acontece em montes de outros países da Europa, onde os correios são quase sempre um banco. É natural que assim seja: movimentam balúrdios e estão sob a alçada do Estado.

Por cá isso nunca aconteceu porque… os bancos não deixam. Se os bancos conseguissem acabar com os certificados de aforro, já tinham desaparecido há muito. Houve uma altura em que os CTT tentaram lançar alguns fundos de investimento, e a banca portuguesa caiu em cima e veio choramingar ao Governo a protestar pela «concorrência desleal». Os governos sucessivos sempre respeitaram essa choradeira e nunca fizeram mais nada. Os certificados de aforro só não desapareceram porque há centenas de milhares de portugueses que dependem deles para as suas poupanças.

Mas, como disse, eu se fosse o Vítor Gaspar, na minha atitude de «eu não sou uma pessoa simpática», fazia apenas um sorriso amarelo e dizia:

— Eu não posso interferir no mercado livre. Talvez a SIBS seja um monopólio ou não, não sei; se é, a Autoridade da Concorrência que lide com o problema; eu não posso legislar àcerca do que a SIBS faz ou deixa de fazer. Mas posso, e devo, poupar os custos do Estado. Não tenho de andar a suportar os lucros da SIBS. Se tenho a minha própria rede paralela de transferência de dinheiro — e, note-se, as pessoas já pagam ao Estado através dos CTT, não é uma novidade! — então devo usá-la. No entanto, para agilizar o processo, vou conceder um alvará bancário aos CTT.

Imaginem o rosto dos bancários aflitos.

Aí Vítor Gaspar olharia assim para o tecto, e, pausadamente, pensaria em voz alta: — Mas talvez não me fique por aí. Tenho tudo para tornar os CTT num PayPal (o nome até é parecido com o PayShop!): pagamentos por email. Ainda por cima, os CTT  fornecem email. Posso integrar com o Cartão de Cidadão em três tempos. Mas posso anunciar isto para o mundo todo, porquê ficar limitado a Portugal? O PayPal goza de má reputação em certos círculos porque ninguém sabe quem os «controla». O nosso sistema terá o aval do governo português! E, já agora, que tal meter todos os produtos dos nossos parceiros num site tipo Amazon.com? Interligo isto tudo com o «novo» BancoCTT, um sistema de homebanking modernaço, acessível via uma aplicação a instalar nos telemóveis da Phone-Ix… coisas que as direcções do CTT andam a pensar há anos mas que ainda não implementaram. Mas basta um telefonemazinho para pôr tudo isto a andar…

Aterrados, os banqueiros suplicam que não faça nada disso. Já de joelhos, imploram por clemência ministerial. Vítor Gaspar, no entanto, tem a mão no auscultador do telefone e ergueu-o. Mas reflecte ainda mais um pouco antes de fazer a chamada: — É verdade que a maioria dos portugueses não iria mudar de banco, claro. E depois há a questão de como é que me pagariam os impostos todos, se não fossem meus clientes no BancoCTT. Mas acabei de me recordar de uma coisa gira. Já nem me lembrava disso. É que a União Europeia proibiu as comissões sobre transferências bancárias intracomunitárias, e ainda por cima limitou o tempo a que bancos podem «ficar com o dinheiro» sem o transferir. Que chatice para vocês. É que todos os contribuintes poderão fazer os seus pagamentos por transferência bancária para o BancoCTT sem que vocês lhes cobrem um único tostão, e ainda por cima não lhes podem «atrasar» os pagamentos! E, inversamente, posso lançar os salários do BancoCTT para qualquer banco português, que também não me podem cobrar comissão por isso. Que chatice; que grande chatice. Em vez de emitir uma referência Multibanco nos documentos das Finanças e da Segurança Social, emito um código PayShop, que qualquer português poderá pagar por transferência bancária sem pagar comissões a ninguém. Olha que chatice! Adeus pagamentos por Multibanco para o Estado. A polícia andará com terminais PayShop ligados ao Phone-Ix para receber as multas. Se calhar a minha próxima reunião vai ser com o Paulo Azevedo, com o Soares dos Santos, e o pessoal simpático da ANF. Eles não gostam de mim, mas actualmente ainda gostam menos de vocês… E lamento que vocês não possam fazer nada. A legislação europeia protege-me. Mesmo que quisesse não vos podia autorizar a cobrar-me comissões. Mas, sabem, é um mercado livre, e eu por acaso também gosto de ganhar dinheiro, ou pelo menos de poupá-lo…

Já a discar o número directo do Francisco de Lacerda, Presidente do Conselho de Administração dos CTT, os banqueiros agarram-se aos joelhos de Vítor Gaspar, prometendo que fazem tudo para que ele não avance com essa ideia terrível, que lançaria a SIBS na bancarrota e acabaria com o seu precioso monopólio.

— Tudo? Bem, podem fazer uma coisinha: revejam lá essa vossa ideia revolucionária de aumentarem as comissões sobre os pagamentos via Multibanco. Acho que se pensarem bem como gente crescida que julgo serem, verão que há de certeza alternativas. Eu sei que tenho alternativas para mim. Talvez queiram mandar uma nota de imprensa a dizer que estão a rever a vossa posição relativamente às comissões…

 

De notar que nada do que disse acima é ficção científica 🙂 O Vítor Gaspar pode fazer isso; tem toda a tecnologia para substituir a rede Multibanco em pouco tempo. E se calhar nem precisa sequer de dar um alvará bancário aos CTT. O mais divertido de tudo é que nem sequer precisa de meter isto em prática: nesta altura do campeonato, um anúncio na imprensa de que o Governo português está a estudar montar a sua própria rede de pagamento de serviços, concorrente ao Multibanco, e baseada na infra-estrutura dos CTT, seria mais que suficiente para lhe dar a alavanca negocial de que precisa. É que não se pode «lutar» contra os bancos, nem se pode legislar contra empresas privadas a agirem num mercado livre, mas pode-se assustar os monopólios ameaçando concorrer contra eles…

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99 pensamentos sobre “SIBS: Como lidar com o monopólio

    • …o nome do Blog é muito apropriado…

      Como é possível alguém escrever um chorrilho de disparates tão grande, vomitando verborreia de forma tão pródiga, sem ter a mais Minima noção do que está a falar!

      Se construímos raciocínios sobre lixo, as conclusões só podem ser …lixo!

      20 min a estudar informação publica sobre o funcionamento dos meios de pagamento permitiriam construir raciocínios (coerentes ou não) sobre uma base real.

      LF

      • … da mesma forma como alguém consegue ler o nome do blog, achá-lo apropriado, apesar de tudo, perder tempo a ler o artigo, perder tempo a insultar alguém que não conhece, e regozijar-se pelo facto.

        Eu, ao menos, desde o início que me intitulo idiota e sem juízo.

      • Olha olha… Temos aqui um pseudointelectual da estirpe mais dominante em terras lusas: o idiota que não tem ideias próprias, a não ser desconstruir aquilo que é incapaz de fazer. Então LF? Toca a perder eses 20 minutinhos de que fala e porque não presentear a humanidade com o seu “raciocínio sobre uma base real”?

  1. Portanto: tu para resolver o problema de um monopolio privado entrega-lo ao Estado (ie. monopolio) ou aos CTT (q têm um monopolio)? É isso?

    Definitivamente uma proposta manhosa.

    Que tal estas:

    – o Estado pegava e, de foma parecida à M$ ter sido obrigada a pôr escolha para os browsers no Windows, obrigava a SIBS a partilhar os terminais com outros operadores, q pagavam um X. O utilizador qd ia ao MB podia escolher qual o operador. Digo-te o q acontecia: todos os bancos iam querer estar nos ATMs e passar ao lado da SIBS. Ou seja, acabava a SIBS. Os bancos (ou outros operadores) iam assim concorrer uns com os outros, com o consequente abaixamento de preços

    – e os comerciantes fazerem xixi na SIBS e fazerem como a Starbucks (com milhares de cafés) q aderiu ao Square? https://squareup.com/

    – ou ao Google Wallet ou ao PayPal?
    http://www.google.com/wallet/
    https://www.paypal.com/webapps/mpp/credit-card-reader

    – e os portugueses começarem a pensar fora do rectangulo e passarem a usar cartoes de debito emitidos por outrem q não a SIBS/MB?
    http://en.wikipedia.org/wiki/Debit_card

    – a VISA tem http://www.visaeurope.com/en/about_us/products_and_services/debit_cards.aspx
    – a PayPal tem http://goo.gl/bHrpF

    – porra até entidades portuguesas têm (nota: os cartoes de debito recarregaveis nao estao associadoes a nenhuma conta de nenhum banco, portanto não há taxas
    http://www.mundicenter.pt/mgc/cartao/
    https://www.unigift.unibanco.pt/
    http://goo.gl/y0Xiz
    http://goo.gl/6f1GB

    Isto é o q me ocorre de repente e o mais facil de explicar. Há outras alternativas.

    • As comissões/taxas são para os comerciantes que têm o ATM/terminal de pagamento, não para o cliente final, portanto não muda consoante o cartão que tenhas ou não. O comerciante paga sempre que usas um cartão para a transacção.

    • Interessante a ideia. Contudo a meu ver a concorrencia entre bancos poderia gerar a criação de um sistema negocial, desconhecido oficialmente mas que todos reconhecem existir, semelhante ao da liberalização dos preços dos combustiveis. Agrada-me a ideia dos CTT a prestar o serviço. Possuem muitas lojas e postos a funcionarem em rede, inclusive em locais, como aldeias, onde nem existem terminais multibanco. O problema que aqui se coloca, conforme muito bem exposto, passa por conseguir que o governo tenha poder de decisão sem que esta seja influenciada por qualquer entidade, como por exemplo pelos Bancos….claro está, com tudo o que já envolveu o actual governo, inclusivé o processo Relvas, que não serão certamente estes individuos a avançar com o que quer que seja, o objectivo actual é ganhar dinheiro privatizando e no futuro…..se existir….logo se verá!!!

      • A “liberalização” dos preços dos combustíveis teve apenas o único efeito de fazer com que as gasolineiras Portuguesas combinassem entre sí colocar os preços mais altos de quase toda a Europa. Não é uma boa ideia deixar a liberalização de preços de serviços vitais nas mãos de privados; o resultado nunca favorece as pessoas que dependem dos ditos serviços.

  2. “eu li na internet que 35% dos americanos pagam com sandes de atum, e por isso a sibs devia ir à falencia”….
    É esse o problema dos nrs fictícios que se vao ler á internet e ajudam a criar opiniões destas….

    • bem-vinda, caro administrador da SIBS. estou a ver que não faz a minima ideia do que está a falar. se fizesse, não estaria na posição em que está agora.

  3. Ok, gostei do que li! Perspectivas e abordagens interessantes! Um ou outro conceito, ficou por compreender melhor, mas no geral deu para entender a tua ideia!

    O que sugeres que o povo português possa fazer para esta ideia ser ouvida pelos deputados e pela assembleia da república? Petição?

  4. Não sei de nada de aumento de taxas da SIBS. Só sei dos bancos lançarem cartões híbridos. Os bancos estão, de acordo com um Google rápido-no-qual-não-confiarei-muito, proibidos de cobrar taxas sobre levantamentos. O autor tem a certeza que a SIBS está realmente a subir as taxas? Agradecia link para a notícia que o confirme e, se for erro de interpretação minha, peço desde já desculpa pelo “barulho” 🙂

    • Talvez seja bom apresentar um artigo publicado no DN que explica melhor a situação, que é mais complicada do que eu apresentei: http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=644011 O autor apresenta o caso da perspectiva oposta, ou seja, que as novas taxas são melhores para os comerciantes — por isso acho que merece ser lido 🙂

      Gosto em particular do comentário final:

      Os bancos têm algum poder num país endividado. Mas parte do seu poder está na ignorância financeira dos portugueses.

    • Ah, já agora, a proibição de taxas sobre «levantamentos» — assim como sobre transferências bancárias intracomunitárias — são, de facto, uma transposição de normas comunitárias que estão em vigor no nosso país. Mas esta questão não se aplica directamente ao caso em estudo — para já, ainda não se está a falar de «taxas sobre levantamentos» mas sim taxas aplicadas aos comerciantes.

      • A sério que as transferências bancárias intra comunitárias por lei não podem ter taxadas ? Porque me cobra o Montepio uma comissão + taxa de 1.04€ se eu fizer uma transferência pelo net24 ? Ai ai ai.

    • é só até ao fim de setembro a votação da presente edição. O movimento que lidera tem 2821 votos, é possivel mas tinha que ser feito de imediato e massivamente divulgado, mas eu apoiaria 😉

      é uma excelente propostas

  5. Ficou esquecido o pormenor de que o estado se está a preparar para privatizar os CTT, e ai como fica esse negócio? Ou seja, volta tudo para as mãos dos privados e taxam tudo o que bem entenderem…é mais do mesmo. Foi mencionado no texto que as taxas de transferência foram abolidas por imposição da UE. Ora essa história quando muito será abordada externamente, assim como têm sido algumas reformas. Será que as recentes pressões que o Pingo Doce fez sobre as referidas taxas irão fazer efeito? A longo prazo acredito que tudo tenderá a melhorar e chegaremos lá certamente, não se sabe é de quantos anos precisamos para chegar lá.
    Espero que o Vitor Gaspar leia a tua declaração. Se o fizer duvido que ande com isso para a frente, pois noticias sobre desperdício de dinheiro, parcerias público privadas, corrupção, entre outros fluxos extraordinários de dinheiros públicos, são noticiados todos os dias na televisão.
    Por força de não haver dinheiro o Governo está a esganar o sector público e a conseguir alguns sucessos!? Objectivamente já viram noticias/resultados positivos nos órgãos de comunicação social? Que me lembre só a privatização da RTP. E o caso da Roseta acusar Relvas de ter tentado beneficiar empresa de Passos Coelho, da sua licenciatura ….nem digo mais nada.

    C.tos

      • Olhe que não… Aliás, a implementação desta ideia só aumentaria o valor dos CTT (e portanto garantiria mais uns cobres ao Estado na privatização) e continuaria a garantir o propósito de aumentar a concorrência ao sistema Multibanco. Imagino o dinheiro que a Jerónimo Martins ou a Sonae não pagaria para comprar os CTT nestas condições…

      • Mas isso é mais que claro: Dá lucro? É produtivo? O Governo privatiza e entrega tudo aos amigos [chinesices!… (Admirem-se de, dentro de alguns anos, termos um selo com o Mao-Tsé Tung)]
        Eu gostei da ideia sem qualquer tipo de reservas. É preciso que apareça alguém com os t (aquele fruto vermelho das saladas) no sítio, que não esteja à espera da vida pós-governo, ou pós-política, e que tenha a coragem suficiente para colocar os banqueiros no sítio onde eles devem de estar, isto é, a contribuir para a economia e não a sugar tudo aquilo que se produz.
        Já alguém se deu ao trabalho de contar quantos ex-governantes e ex-políticos estão nos conselhos de administração ou direcções dos bancos portugueses? Deve ser por isso que os governos não se metem com os bancos; eles são a santa casa da misericórdia dos políticos que não os incomodam.

  6. Tudo muito bonito sim sr. O pior e que comem todos do mesmo tacho, deixam o pais de rastos porque alguém há-de vir atrás e o povinho na expectativa vai pagando, e quem não esta la promete ate la estar, o resto…. são balelas.
    Muito oiço os da geração lutadora falar que se tivessem menos 20 anos isto não acontecia, os da dita geração rasca, realmente deixam a pensar que o são pois querem e nights, praia e futebol……mas não os vejo fazer nada!!!!!

  7. Eu decidi seguir o conselho do governo: “Facturar faz andar o Pais”. Pois a partir de agora, no Pingo Doce, peço sempre a minha facturinha. É chato pedir uma factura só por uma pastilha elástica? então se eu lá for várias vezes por dia ainda mais chato será! e se a moda pegar? que mais ideias terão os génios da Jerónimo Martins para manter os preços sempre baixos? a sede deles já foi para a Holanda para não terem que pagar tantos impostos. os seus trabalhadores não vão ser aumentados com a medida anti-multibanco e os preços também não vão baixar significativamente. e se baixarem é só com o nosso “investimento inicial” como foi no dia 1 de maio deste ano.

    um passo de cada vez até o coelho entrar pró tacho.

    • Só umas pequenas observações.
      O Pingo Doce não paga menos impostos por ter deslocado a sede da sociedade.
      A diferença é que uma parte dos dividendos da sociedade que detém o Pingo Doce ficam retidos na Holanda, mas eles continuam a pagar o mesmo.

    • Granda urso nem sabe do que fala… se soube-se saberia que o pingo doce perdeu dinheiro no dia 1 de maio… cristo, santa ignorância!! vaia-lá dar mais dinheiro a banqueiros que não fazem mais que coça-los o dia todo com o nosso que lhes confiamos…

  8. Tudo isso seria possível se não houvesse Máfia pelo meio, todos esses manda chuvas estão directamente ou indirectamente ligados ao governo o Vitinho Gaspar mesmo que quisesse ser diferente e optar por esta situação utilizando os CTT, estaria com a corda ao pescoso, vivemos na era do capitalismo e quem manda é o pessoal da pasta quer nós queiramos ou não, é triste, mas é assim só com uma grande revolução e mesmo assim não sei!

    cumps

  9. Caro Luís, o que escreve apresenta vários erros, que viciam as conclusões finais. Passo a esclarecer.

    A cadeia de valor de pagamentos com cartão é composta por 4 entidades: Emissor – responsável por emitir o cartão e colocá-lo no utilizador; Acquirer – entidade responsável por contratar os comerciantes e colocar os terminais de pagamento (TPA); Titular do cartão – quem faz a compra; Comerciante – quem vende o bem ou serviço e recebe o pagamento. A SIBS é o processador do pagamento, ou seja, disponibiliza a infra-estrutura técnica que permite o processamento da transacção: desde a captura da transacção no terminal até ao pedido de autorização ao Emissor. Se quiser uma analogia, a SIBS está para os pagamentos como a REN para a Electricidade. Esta infra-estrutura técnica é uma rede, denominada rede Multibanco.

    No Grupo SIBS existem 2 empresas principais envolvidas nas transacções com cartão, que são autónomas. A SIBS FPS (Processador) e a SIBS Pagamentos (dona do scheme MB) e concorrente com as Marcas Internacionais (VISA, Mastercard, Amex,…). O Modelo de negócio da SIBS FPS é de cost-recovery, ou seja, o tarifário definido tem como objectivo cobrir os custos de operação. O custo por transacção processada é um negócio de escala: quanto maior o número de transacções, menor o custo unitário.

    Para dar um exemplo ilustrativo, numa transacção de 20€ num supermercado Pingo Doce (que é um grande comerciante), com um cartão VISA Electron (Débito), o Pingo Doce paga 1% ao Acquirer (ex: CGD) ou seja, 0,20€; o Acquirer paga à SIBS menos de 0,01€ (fixo) à SIBS; o Emissor paga à SIBS também menos de 0,01€ (fixo) e o Acquirer paga ao Emissor 0,88% ou seja, 0,18€. Ou seja, a distribuição da remuneração é feita da seguinte forma: 85% para o Emissor, 6% para a SIBS e 9% para o Acquirer. Se o valor da transacção subir para 50€: 87% para o Emissor, 2% para a SIBS e 11% para o Acquirer.

    Portanto, percebe agora que é abusivo estar a falar da SIBS com a abrangência usada, uma vez que a sua remuneração é uma fracção dos restantes intervenientes.

    • Obrigado Cristóvão, faltava luz na arquitectura de pagamentos gerida pela SIBS. Convém também explicar que, poche gauche, poche droite, o numero de cartões emitidos (quota de mercado de cada banco emissor) nao é despiciendo na analise do problema, tal como também nao o é a quota de mercado de cada acquirer, no entanto, e dada a estrutura accionista da SIBS, é indiferente, como o Cristóvão parece querer sugerir, que assaquem responsabilidades à SIBS ou directamente aos bancos pois falamos de uma e a mesma coisa. A SIBS poderá estar orientada à cobertura dos seus custos no pricing que pratica, mas isso serve para garantir aos bancos que pagam só o que devem à clearance house, nem um cêntimo mais. A situação de monopólio mantém-se e nao se escamoteia pelo facto de o esquema de remuneração entre os diferentes intervenientes ser o que é.

      • João, para baixar os custos para os comerciantes, é necessário reduzir as Interchange Fees (definidas pelas marcas internacionais – VISA, Mastercard, …) – a comissão paga pelo Acquirer ao Emissor. O modelo de negócio do Acquirer é construido aplicando uma margem em cima da IF. Repare que a comissão paga pelo comerciante, 60 a 90% vai directamente para o Emissor.

        A Comissão Europeia tem vindo a pressionar as marcas internacionais para baixarem e harmonizarem as Interchange Fees no espaço SEPA. Claramente esse é o caminho.

        Portanto, a SIBS não tem nada que ver com esta discussão, excepto a SIBS Pagamentos enquanto dona do scheme MB.

    • Com é óbvio e foi bem explicado pelo Cristovão não existe uma ligação real entre o que foi afirmado no artigo e o verdadeiro mercado da SIBS FPS enquanto empresa processadora de transacções. Só para trazer um exemplo mais prático, tomem por exemplo o LIDL. Neste supermercado só são aceites cartões da marca MB (a marca detida pela SIBS Pagamentos), assim o LIDL evita os pagamentos aos Acquirers de marcas internacionais, que são mais caros.

  10. Pois é tudo uma teoria muito bem pensada e até tem pernas para andar, mas, e há sempre um mas, e depois quem é que financiava as campanhas eleitorais dos nossos governantes ? ” os CTT”.

    • eu acho que os bancos são um grande monopólio e disso não há dúvidas, continuam a a ter uma posição dominante e concertarem-se entre eles, e aí não há nada que nos valha, porque hoje em dia não fazemos nada sem o banco, porque recebemos o ordenado por lá, os pagamentos por lá e é tudo assim, não vejo como resolver o problema, porque apetecia por o dinheiro debaixo do colchão, mas o que sobre e quando sobra é tãopouco que não vale a pena. Mas é imporatnte haver alguém que ainda acorda as consciências adormecidas. E não aderi ao acordo ortográfico……. bom dia

  11. Luís, custa-me meter pedras num post entusiástico como o teu, mas tens algumas incorrecções na tua teoria:
    1) A Chave 24 era uma rede exclusiva do Montepio e só integrava ATMs, como a CaixAutomatica da CGD faz hoje em dia. Basicamente para não terem de pagar essas transacções à SIBS. No entanto havia uma rede concorrente à SIBS até há muito pouco tempo, que era a do BPN. Tinham terminais e operavam de forma independente da SIBS (daí haverem tantos terminais deles em lojas quando o banco era residual).
    2) Os CTT não têm um operador de telecomunicações. Têm o que se chama um VNO (Virtual Network Operator) que usa a rede da TMN. Basicamente foram à TMN e compraram-lhes uma catrefada de minutos a preço de saldo que depois redistribuem pelos clientes. E as linhas telefonicas pertencem à PT. Não sei a tua idade por isso talvez não te lembres, mas a PT nasceu da separação entre uma empresa única que era a CTT-TLP (Telefones de Lisboa e Porto). A TLP uma vez separada dos CTT transformou-se em Portugal Telecom.
    3) Os Certificados de Aforro não são geridos pelos CTT, eles são apenas intermediários do IGCP (Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público). Basicamente, dívida pública, ou seja estás a emprestar dinheiro directamente ao estado, que depois te paga uns juros muito abaixo do que pagariam num empréstimo à banca. TODOS os países têm coisas semelhantes, pois é uma forma muito barata do estado se financiar. Lá foram chamam-se “bonds”.
    4) A SIBS controla muito bem a concorrência. Isto sabe-se pouco mas a SIBS efectivamente estrangulou e atrasou irremediavelmente o eCommerce em Portugal ou criar condições absurdas para aceitar pagamentos por CC numa loja online (setup de 1500, mensalidade de 150 + comissões + garantia bancária de 50000 + o setup técnico). Depois apareceram concorrentes como o EasyPay que estão agora a processar e a tentar eliminar do mercado. Simpáticos. Entretanto noutros paises, montar uma loja é simples e barato.

    Por ultimo, os CTT criarem um interface para isso é uma ideia medonha, tomando por exemplo o site horrivel deles e as aplicações tipo ViaCTT. Vá-de retro!

    • Bruno, algumas correcções:
      1) Correcto. A chave 24 era uma rede interna de ATMs do Montepio. O racional económico para a instalação de uma rede interna nada tem que ver com o facto de pagar comissões à SIBS. O Millennium BCP também tem uma rede interna da ATMs, cujas transacções são processadas pela SIBS. Aconselho que leia o meu comentário anterior.
      4) Os valores indicados, na altura, eram remuneração da Unicre (Acquirer) e não da SIBS.

      • 1) Eu desenhei o CaixAutomatica para a CGD. Na altura disseram-me que era mais barato para o banco que usar os ATMs do Multibanco. O porque efectivamente não sei.
        4) Sim, enganei-me. Queria dizer Unicre.

    • “Por ultimo, os CTT criarem um interface para isso é uma ideia medonha, tomando por exemplo o site horrivel deles e as aplicações tipo ViaCTT. Vá-de retro!”

      Concordo plenamente!

  12. Portanto: tu para resolver o problema de um monopolio privado entrega-lo ao Estado (ie. monopolio) ou aos CTT (q têm um monopolio)? É isso?

    Definitivamente uma proposta manhosa.

    Que tal estas:

    – o Estado pegava e, de foma parecida à M$ ter sido obrigada a pôr escolha para os browsers no Windows, obrigava a SIBS a partilhar os terminais com outros operadores, q pagavam um X. O utilizador qd ia ao MB podia escolher qual o operador. Digo-te o q acontecia: todos os bancos iam querer estar nos ATMs e passar ao lado da SIBS. Ou seja, acabava a SIBS. Os bancos (ou outros operadores) iam assim concorrer uns com os outros, com o consequente abaixamento de preços

    – e os comerciantes fazerem xixi na SIBS e fazerem como a Starbucks (com milhares de cafés) q aderiu ao Square? https://squareup.com/

    – ou ao Google Wallet ou ao PayPal?
    http://www.google.com/wallet/
    https://www.paypal.com/webapps/mpp/credit-card-reader

    – e os portugueses começarem a pensar fora do rectangulo e passarem a usar cartoes de debito emitidos por outrem q não a SIBS/MB?
    http://en.wikipedia.org/wiki/Debit_card

    – a VISA tem http://www.visaeurope.com/en/about_us/products_and_services/debit_cards.aspx
    – a PayPal tem http://goo.gl/bHrpF

    – porra até entidades portuguesas têm (nota: os cartoes de debito recarregaveis nao estao associadoes a nenhuma conta de nenhum banco, portanto não há taxas
    http://www.mundicenter.pt/mgc/cartao/
    https://www.unigift.unibanco.pt/
    http://goo.gl/y0Xiz
    http://goo.gl/6f1GB

    Isto é o q me ocorre de repente e o mais facil de explicar. Há outras alternativas.

  13. Efectivamente existem um conjunto de imprecisões no artigo mas mais importante do que as necessárias correcções, é a ideia geral: É possivel ter ou criar as condições para o aparecimento de soluções alternativas ao modelo monopolistico existente. No fundo, essa é a moral da história!
    Não é necessário que o mesmo passe, uma vez mais, pelos grandes grupos económicos como aqui foi salientado neste artigo, fazendo referência aos CTT.
    Brevemente surgirão meios de pagamentos independentes da SIBS (pelo menos indirectamente) e que permitirão pagamentos com custos irrisórios (abaixo de 3 cêntimos independentemente do valor da compra ou pagamento) para os comerciantes (merchants).
    Quando as mesmas começarem a aparecer no mercado, cabe a todos nós apoia-las.
    As associações deste país têm uma grande responsabilidade de não cairem nas “mãos” dos grupos económicos, como foi o caso da Ahresp Wallet. Na verdade, a solução é a mesma da TMN Wallet, apenas mudaram o nome para permitir à Ahresp uma maior divulgação e comercialização desta solução. E porque carecem de regularizar a situação quanto ás necessárias autorizações do BdP….
    Posso garantir-vos que existem soluções bem mais interessantes, quer em termos de custos para os comerciantes, quer em termos tecnológicos, do que a solução da TMN. E cuja implementação poderia ser imediata!
    Todas as associações deste país queixam-se das taxas cobradas e ameaçam “greves” de utilização dos cartões nos seus associados ou membros. Mas depois, apresentam-se-lhes soluções alternativas e permanecem na mesma.
    Quanto ao Estado, se quiser, não precisa de esperar por uma solução dos CTT… basta apoiar as várias iniciativas privadas que dentro de meses estarão disponiveis no mercado….
    É esperar e ver!

  14. Duas coisas.
    Um monopólio não é ilegal só por si, mas está muito mais limitado no que legalmente pode fazer.
    A sua ideia era interessante não fosse o governo crente no supremo poder da banca e das privatizações, o que a faz um total sacrilégio para os assassinos do regime.

  15. Estou deslumbrado com tantos iluminados,quiça alguns maçonicos (queriam) a opinarem sobre uma economia que só existe nas vossas cabeças e demonstram apenas um total desconhecimento da realidade de um povo que já começa a passar fome e que “apenas” já perdeu a dignidade com tão ilustres governantes/bancários…pela ignorancia de tão prosaicas propostas…” a fome aproxima-se e ninguem dá por ela ” .

  16. O problema em fazer isto é simples, todo e qualquer partido sabe partida que quando chegar a altura das eleições, de uma maneira ou de outra, precisarão de financiamento bancário. Tomar uma atitude desta tornaria as contrapartidas desses financiamentos muito piores que as dos outros partidos que claro em vez de apoiarem esta medida, ou outra que permitisse a quebre de monopólio da SIBS assobiariam para o lado pois estariam já a esfregar as mãos de contentamento pois, com menos financiamento o partido que apresentasse a ideia dificilmente conseguiria mobilizar o eleitorado “flutuante” para o seu lado…

  17. Pingback: Rictec Site » Blog Archive » Porque usa o Multibanco o Estado?

  18. Boooring.
    1º Passo. A Barbara Minto é uma óptima autora de uns quantos livros que ajudam a ganharmos poder de síntese e articulação da mensagem.
    2º Passo. Uma teoria com fundo interessante mas que alguém com dois dedos de testa vê que há coisas sem pés nem cabeça (a tal leitura de “factos” de internet que deitam por terra a teoria).

    Só assim de repente, a SIBS e a Unicre são entidades distintas. É a entidades como a Unicre que as entidades pagam as comissões. Depois, sim, uma parte é paga à SIBS – gestora da rede.

    A PT não é controlada pelo BES. É o seu maior accionista (com 10,42%), mas daí até ser o dono da PT vai um bocadinho! Vamos lá estudar o papel do conselho de administração, do conselho executivo, da assembleia geral, de como são nomeados accionistas…

    Enfim… ao fim de 7 ou 8 destas uma pessoa ou desiste de ler ou não tem qualquer espírito crítico / conhecimento geral!

    • Com o devido respeito pela Barbara Minto, que não tenho o prazer de conhecer, apenas posso comentar que é irónico recomendar-me que leia um livro de 254 páginas sobre o poder de síntese. Mais irónico ainda é este ser um dos meus artigos mais curtos deste blog; que diria então dos restantes, que são, em média, 3 a 5 vezes maiores? 🙂

      Se quiser discutir e argumentar filosoficamente, recomendo o blog do meu primo, que esse sim, é obcecado com lógica e argumentação racional. Eu sou apenas um idiota com divagações insanas; não sou nem racional nem coerente. Está, pois, a pregar à paróquia errada 🙂

      Quanto ao comentário sobre a PT ser ou não controlada pelo BES, bom… só posso dizer que se estiver sentado ao lado do Ricardo Salgado ou de alguém da sua família (ou próximo da mesma), vai ter a opinião inversa. Só lhe posso dizer que o tempo que passei muito próximo da família Espírito Santo me abriu bastante os olhos para a realidade das coisas. Em certa medida até foi divertido de assistir às diversas manobras dentro dos grupos PT e BES. Mas claro que não tenho «provas documentais» — nem me interessa tê-las ou não. São completamente irrelevantes para o que se passa de facto, mesmo que, de jure, as coisas devessem ser diferentes. Mas não o são 🙂

  19. O caro Luis Sequeira não acerta uma! não sabe quem paga a quem, quem paga o quê, o que fazem a SIBS, os CTT, a Payshop… e depois de elucidado por alguns comentadores do blog fica calado no seu canto, Já agora tente perceber qual o valor das comissões que a EDP, PT, ZON, etc pagam à Payshop nos pagamentos de facturas que os clientes fazem nestes pontos.

    • É verdade que não sei nada disso, eu sou meramente um atrasado mental que encontrou um teclado à frente e que escreveu umas baboseiras. Mas estou aqui para ser elucidado!

      Quando a ter ficado calado… é que eu escrevi isto um dia antes de ir de férias para um lugar onde não há Internet 🙂 Normalmente ninguém se dá ao trabalho de escrever comentários nos meus artigos, e nunca me passou pela cabeça que este artigo (ou qualquer outro!) tivesse o mínimo interesse para alguém.

  20. Ainda prefiro pagar com dinheiro. No entanto, pelo andar da carruagem, começo a pensar que sobre o valor de uma nota já tenho de pagar 0,8% do seu valor à entidade privada PQRS que está dividida nas entidades AH23, MJP37 Emiter e TARELO Receptor 2.0 onde 80% vai para a primeira, 15% para a segunda, 3% para a terceira e o resto é gorjeta para os accionistas tomarem uns copos.

  21. Nao tive ocasiao de ler todos os comentarios, pelo que corro o risco de repetir alguma informacao. Na Suica nao ha SIBS. As ATM permitem muito poucas operacoes, sendo o sistema mais atrasado do que o nosso. Nao existem cartoes de debito puros, apenas de debito diferido. Os comerciantes tambem se queixam do comissionamento. Se utilizar o meu cartao numa ATM de outro banco nao consigo ver o saldo. Caso faca um levantamento e peca o comprovativo, pago uma comissao. Enquanto utilizador, este sistema e pior, do que o nosso. Quanto a mim o problema tem a ver com o duopolio VISA e MASTERCARD, a quem e necessario pagar comissioes, alem das questoes ja referidas no comissionamento cobrado aos comerciantes. nao existem sistemas perfeitos.

    Ja agora, todo o sistema de pagamentos de facturas, incluindo os pagamentos efectuados via internet banking sao baseados em vales postais. Isso sim, la funciona. Tem igualmente um sistema de factura electronica, imagino que gerida pelos CTT locais, que e validada pelo utilizador no momento de efectuar o pagamento.

    Quer isto dizer que a ideia dos CTT referida no artigo e perfeitamente possivel e ofereceria um sistema alternativo a SIBS.

    A utilizacao de telemoveis e igualmente uma alternativa.

    Nota de quem vive no estrangeiro, num pais supostamente mais avancado: o nivel de comissionamento (bancario, telemoveis, sistema de pagamentos) e substancialmente mais elevado do que em Portugal, mais atrasado tecnologicamente e com qualidade inferior a todos os niveis.

  22. Sinceramente, este artigo deveria pertencer a um blog chamado “vivo noutro mundo e sou mais esperto que vocês todos juntos” ! é que são tantas as afirmações incorrectas e totalmente desvirtuadoras da realidade que até se torna difícil ler o artigo todo. Por favor estude mais as empresas, sistemas, estruturas e processos que refere porque assim só nos faz perder tempo, o qual como sabemos é um bem escasso. Existe na net material suficiente para perceber como funciona o sistema de pagamentos Portugues, que comissões estão envolvidas e quem paga a quem que valores. É necessário perceber o modelo four corner model para falar bem do tema e saber o que são emissores, acquirers, processadores e schemes de pagamento.
    Já agora meter qualquer coisa nos CTT, esta brilhante empresa, não lembra nem ao diabo!!!

    • Oh amigo Rui. Vamos lá a ver uma coisa. Já leu o nome do blog? “Um blog IDIOTA”. Escrito por UM IDIOTA. E como subcomentário, “Divagações insanas de quem devia ter mais juízo”. 🙂

      Se está a perder o seu tempo a ler divagações insanas de idiotas que admitem não ter juízo, sinceramente, não percebo porque é que me acusa de lhe fazer perder tempo. 🙂

  23. Sinceramente, gostava de saber o que aconteceu 🙂 Isto está divertido. Tenho esta página pessoal desde 1995. Isso mesmo — 1995. É certo que não esteve sempre no mesmo servidor, mas o URL — http://homepage.esoterica.pt/~lms — tem-se mantido o mesmo.

    Este artigo pateta teve mais leitores em 48 horas do que o site inteiro nos seus dezassete anos de vida! É proeza! O que é que se passa? 11.477 visitas num só dia?! WTF! Se isto continua assim, tiro a porra do blog daqui e vou começar a vender publicidade!

    Eu escrevo 1-2 artigos por trimestre. Normalmente esqueço-me do que escrevi 2 horas depois de escrever. Não é suposto ninguém ler esta porcaria. Normalmente até me esqueço de fazer posts no Facebook e/ou Google+ sobre os meus artigos — por acaso lembrei-me desta vez, mas foi completamente por acaso, umas horas antes de fazer uma longa viagem de 450 km para um local onde a ligação à ‘net se faz com um ábaco ligado a um telégrafo. 11.477 visitas?! Mas ora porra, eu nem conheço tanta gente, nem há tanta gente no universo todo que me conheça, muito menos que tenha pachorra de ler o que eu escrevo!!

    O que mais me divertiu foi citarem que o “nome do blog é apropriado”… mas depois levarem-me a sério! Mas que diabo! Porque julgam que isto se chama “o blog IDIOTA”? Estavam à espera de coisas INTELIGENTES num blog IDIOTA? E depois as acusações de que eu devia fazer X, eu devia ler Y, eu devia estudar Z…. hello! Knock-knock-knock! Anybody there? O subtítulo do blog IDIOTA diz “divagações INSANAS de alguém que devia TER JUÍZO”. Isto NÃO é um jornal académico com peer review; quem quiser ler artigos académicos meus, faça favor de os procurar no Google Scholar. São uma seca descomunal. Mas isto também não é o Público, o Expresso ou a Visão. Não sou jornalista. Sou um tipo sem juizo com um blog idiota que faz divagações insanas!

    Se tivesse jeito para escrever coisas cómicas, trabalharia para as Produções Fictícias.
    Se tivesse jeito para escrever coisas sérias, trabalharia para um jornal independente. Infelizmente já não há nenhum.
    Como não tenho jeito nem para uma coisa nem para outra, escrevo blogs idiotas.

    Agora, por favor, não me exijam:
    1) Rigor científico. Isso fica para os artigos académicos. No meu blog pessoal faço questão de NÃO ter qualquer rigor.
    2) Rigor jornalístico. Please. Não sou, nem quero ser, profissional da comunicação social.
    3) Opiniões válidas, credíveis, importantes. Tal como todas as outras pessoas, tenho opiniões idiotas, fracamente sustentadas, e que não interessam a ninguém. A minha diferença está em assumi-lo à cabeça e fazer um aviso à navegação.
    4) Inteligência. Não a tenho. Lamento. Por isso faço logo o aviso. Até este artigo começa com: «tenho uma ideia manhosa». Não começa com: «tenho uma ideia INTELIGENTE»
    5) Coerência, lógica, raciocínio. Say what? Isto é um blog de artigos insanos. A insanidade manifesta-se por ser incoerente, absurda e espontânea.
    6) Que tenha interesse, e que não faça perder tempo a ninguém. Perdão? Eu não vos chamei cá; vocês é que, sei lá por quê, acharam que era uma boa ideia ler isto. Porquê, não faço a menor ideia. Eu, se lesse meramente o cabeçalho deste blog, teria fugido logo! Nem sequer teria dado o trabalho de deixar a página carregar até ao fim!

    11.477 pessoas pensaram o contrário!

    Oh pá, o melhor que posso fazer é meter um disclaimer no site! É que depois disso não compreendo que mais posso fazer.

    Provavelmente estas 11.477 pessoas são do tipo que vão ao site do Ricardo Araújo Pereira protestar que ele nem sempre tem piada.

  24. Infelizmente, este artigo está cheio de erros e este senhor claramente não sabe o que é a SIBS.
    Por outro lado, se a SIBS é um monopólio, os CTT são o quê?

    • Sou obviamente ignorante sobre a SIBS; quer ter o prazer de me esclarecer? 🙂

      Os CTT são (ainda) um monopólio na distribuição de cartas, mas não no da distribuição de encomendas (cujo mercado se encontra liberalizado há muito e existem vários agentes a operar nesse mercado — ex. DHL).

  25. tem alguns erros é verdade… mas a sibs é um monopolio.

    basta eles desligarem o servidor que nao ha transações por mulbanco durante o tempo que eles quiserem…

    o governo portugues que pense numa alternativa..

  26. A SIBS é um monopólio natural, porque o mercado assim decidiu. Existem outros muito mais difíceis de justificar, porque esses sim, actuam em sectores protegidos, onde há barreiras mutio mais objectivas há concorrência: EDP, Galp, CTT, …

    O mercado português não está fechado a outros processadores. Se os bancos escolhem a SIBS como processador não é por favor, porque têm outras possibilidades. É porque é o mais eficiente e com os melhores serviços. A rede Multibanco apresenta uma oferta de serviços é úma referência mundial ao nível de serviços.

  27. Porque é que não é correcto dizer que a SIBS é um MONOPÓLIO:

    A SIBS FPS, enquanto processador puro, é uma infra-estrutura. Há que separar a infra-estrutura dos serviços (comercial). Tome-se o exemplo da rede ferroviária: não é economicamente eficiente que cada operador crie a sua rede ferroviária, mas sim que disponibilize serviços sobre uma rede comum (ex: REFER). O mesmo se aplica à rede eléctrica: a REN gere a infra-estrutura, que é usada pela EDP, pela Endesa, etc…

    O negócio de processamento é um negócio de volume, só sustentável acima de 1000 milhões de transacções / ano. Quanto maior o volume, menor o custo.

    A SIBS FPS é o 5.º/6.º maior processador europeu. Existem cerca de 15-20 processadores significativos (volume superior a 500 milhões/ano) e a tendência que se tem verificado é a da consolidação, ou seja, redução do número por via de fusões/aquisições.

    O modelo de negócio da SIBS é de cost-recovery, ou seja, de cobertura dos custos operacionais. A SIBS é um dos processadores europeus mais baratos – o custo médio por transacção é de 0,1 €. O da SIBS é metade.

    A vertente comercial do serviço SIBS, ou seja, a disponibilização de serviços sobre a rede Multibanco (rede da SIBS FPS) é responsabilidade da SIBS Pagamentos (dona do scheme/marca MB), e dos clientes (bancos acquirers/emissores, entidades de pagamentos, etc…).

    O mercado português não está fechado a outros processadores. Se os bancos escolhem a SIBS como processador não é por favor, porque têm outras possibilidades. É porque é o mais eficiente e porque tem os melhores serviços. A rede Multibanco apresenta uma oferta de serviços que é úma referência mundial ao nível de serviços.

    Portanto, deveriamos estar todos muito orgulhosos por termos uma empresa reconhecida a nível mundial pela sua capacidade de inovação à escala global: foi em Portugal e com a SIBS que nasceram os cartões pré-pagos carregados em ATM, as compras de bilhetes de comboios e espectáculos, os pagamentos ao Estado, o MB Net, a Via Verde, o pagamento de Portagens, etc…

    Não sei se sabem que enquanto que em Portugal é possível fazer quase tudo num ATM, no estrangeiro, apenas uma pequena fracção desses serviços está disponível.

    • A minha utilização da palavra «monopólio» segue a definição minimalista da Wikipedia:

      Um monopólio […] existe quando uma pessoa ou empresa específica é o único fornecedor de um bem […]. Os monopólios são, pois, caracterizados pela ausência de competição económica que produza o bem ou serviço, e pela ausência de bens de substituição viáveis. […] Em economia, um monopólio é um único vendedor.

      [tradução livre]

      Sabendo que a Wikipedia é escrita e administrada por pessoas tendencialmente de esquerda, e que a definição pode estar errada, quer propôr uma definição alternativa? É que segundo esta definição, não há dúvidas que a SIBS seja um monopólio (tal como os CTT o são, na distribuição de cartas — não no serviço de distribuição de encomendas, onde há muito tempo que existem outros operadores num mercado liberalizado).

      Não há «mal» nenhum em «chamar» a SIBS de «monopólio»; não lhes tira, de forma alguma, o mérito de todo o trabalho de investigação e desenvolvimento que fizeram ao longo de décadas.

  28. Estimado Luís Sequeira

    Parabêns pelo seu texto. Vê-se que é uma pessoa conhecedora e com uma linguagem acessível. Sendo eu um leigo no assunto, ao ler o seu texto compreendi a dimensão do problema e fiquei de acordo consigo. Assumindo que as suas informações são correctas, o Luís consegue demonstrar o seu ponto de vista de forma agradável, perceptivel e conducente à reflexão.

    Continue a escrever.

    Votos de boa sorte,

    João Lopes da Silva

  29. Vale a pena ver esta curta reportagem sobre o que se passa na Suécia: http://t.co/ejUcsXbw
    O contraste é gritante: apenas 3% das transacções ainda são efectuadas em numerário e a utilização de meios de pagamento electrónicos (cartões bancários, telemóvel, etc.) está em crescimento acelerado.

    • Olá, gostei de ler está discussão porque estou a investigar para um projecto que envolve areas diversas desde o social branding à óptimizacão financeira. P ara constituir um acquirer, o CS é 350.000 euros. O acquirer é prestador de serviço de pagamento (IME) e pode emitir crédito de curto prazo sob a forma de moeda electrónica se obtiver cobertura financeira para tal. A payshop é apenas prestador de serviço de pagamento(a pronto) . (Quem tiver interesse tecnologia e contactos comerciais o CS é20 mil euros). Fonte: directiva 2009/110/Ce que regula esta entidades vai ser transposta em 2013

  30. Há aqui muita confusão quanto aos protagonistas. Fala-se como se as comissões pagas pelos comerciantes fossem integralmente para a SIBS, quando só uma pequeníssima parte do valor pago é para esta empresa. A maior parte do valor pago vai para a entidade emissora do cartão usado (por exemplo, um banco português), para a entidade detentora da marca de cartão (Visa, MasterCard, etc.), para a entidade que instalou o terminal de pagamento (em princípio outro banco), para o banco onde o comerciante tem conta e para o nosso banco (que autoriza o débito em conta).
    O valor cobrado pela SIBS é, de todos, o mais baixo. O emissor do cartão deve ser dos que mais cobra, pois, se alguns devolvem ao cliente 1% do valor das suas compras (por ex., um banco credita esse valor num PPR em nome do cliente), é porque cobram bem mais do que 1%…

    • Faltou dizer isto: um exemplo claro do erro do autor é falar nos cartões híbridos como sendo da responsabilidade da SIBS. Este tipo de cartões foram criados por alguns bancos para aumentarem as comissões que *eles* ganham. A SIBS nada tem a ver com isto.

      • Eu nem sequer falei em cartões híbridos no artigo… apenas fiz um link para um artigo que os refere 🙂 Só sugeri que a SIBS podia, se quisesse, inventar novos tipos de cartões. 🙂 Quem mencionou os cartões híbridos foi o comentador Pedro F…

  31. Pingback: Os melhores insultos | Um blog idiota do Luís Miguel Sequeira

  32. Antes de mais, cumprimentos a todos.
    Já nem me lembro como vim parar a este artigo, por certo fruto de alguma busca que fiz.
    E mesmo depois dos avisos de “um blog idiota com divagações insanas de alguém que devia ter juízo” 🙂 achei que fosse qual fosse a ideia, se o objectivo era acabar com um monopólio (algo que me parece vantajoso apenas para quem o detém ou dele beneficia), este facto por si só merecia uma leitura atenta.
    É verdade que o seu autor não é um prodígio de conhecimentos técnicos, ou mesmo não técnicos. Mas também é verdade que o mesmo o reconheceu aqui. É verdade que a ideia pode não ter pernas para andar, fruto de muitas condicionantes que outros aqui expuseram (das quais sobressai a falta de vontade política para o fazer).
    Mas também é verdade que há alguém (o autor do artigo e “dono” do blog, o Luis Sequeira), que em vez de estar num café a emborcar imperiais e a discutir as últimas contratações de um qualquer clube de futebol, ou em vez de estar em frente à tv a assistir a um qualquer deplorável reality show, usou os seus neurónios (muitos ou poucos, em bom estado ou não, isso agora também não interessa), a tentar descortinar uma forma de fazer com que este país ande para a frente e a que TODOS os portugueses tenham uma vida mais fácil e mais desafogada em termos económicos.
    Só por esse facto, merece todo o meu apoio.
    Para terminar: tal como o próprio Luis Sequeira referiu, não deixa de ser curioso que um artigo tão “cheio de falhas” tenha sido tão lido e tão comentado. A meu ver, só prova que a tal “ideia manhosa” é mesmo manhosa e poderia ter pernas para andar. Falta por certo alguém com t (aquele fruto vermelho das saladas), como alguém aqui o disse, e com poder para o implementar.
    Imaginem que todos os que aqui comentaram juntassem todos os seus (muitos) conhecimentos sobre o assunto e se dessem ao trabalho de o fazer…talvez deixasse de ser uma “ideia manhosa” e passasse a ser uma “realidade fabulosa”…

    Continuação de boas escritas.

  33. A banca está a preparar consórcio para dominar os pagamentos móveis . Vejam o que está a acontecer lá fora e depois venham postar senhores especialistas da praça(não me refiro ao LS). Tags: squareup.Com, MCX….. e mais nao digo,

    • Eu só discordaria dele se começassem a aparecer mais links e explicações por parte daqueles que afirmam a pés juntos toda a minha ignorância, mas escusam-se de apontar claramente os meus erros e ignorância, mandando umas referências para que eu me possa esclarecer.

      Assim, provisoriamente, terei também de aceitar o que escreveu o Miguel Dias.

      E, a propósito, um grupinho de conhecidos meus, felizmente, estes sim, especialistas em transacções financeiras, anda justamente a montar um negócio nesta área. Não está a ser fácil para eles arranjar os fundos iniciais para arrancar o projecto, mas não são do tipo de desistir facilmente.

  34. O Problema aqui, é que ninguém percebe nada de meios de pagamento electrónico, mas é natural que essas ideias possam surgir, a ignorância pode as vezes pregar algumas rasteiras.
    A SIBS compete em todo mundo, todos os dias do ano. Apesar de a ideia de utilizar os CTT ao serviço do estado Português, ser interesante, não podemos utilizar, um icone de Portugal a nível Mundial.

    Por favor, informem-se um pouco mais..

    • Jamais levaria a mal quem tão bondosamente se prontificou a esclarecer-me e a elucidar-me, mesmo que há cinco meses ainda esteja à espera de uns links para aprender alguma coisa… Mas a minha paciência é tão grande como a minha ignorância: vasta e sem limites.

  35. Pingback: Anónimo

  36. De facto, só por idiotia ou ignorância se poderia zurzir sobre a SIBS e os pagamentos em Portugal como o autor faz. Não se ouse estragar o que funciona e serve bem e a custos baixos, de eficiência notável, qual beneficiário/utente que cospe na sopa que generosamente lhe proporcionam.

    • Prostro-me à sua superior sabedoria em recomendar o silêncio perante os monopólios que dispõe da vida de todos nós e da sua recomendação em não protestar nem buscar alternativas, mas manter o status quo.

      Já agora, e meramente com o objectivo de aprender alguma coisa, esclareça-me então em que ponto sou ignorante, para não repetir o erro. Quero aprender!

      Que sou idiota, isso nem era preciso afirmar — já viu o nome do blog? Pois… caveat emptor!

      Seja como for, ao fim destes mais de seis meses, parece que a SIBS tem andado quietinha e a não fazer muitas ondas, não vão aparecer mais idiotas como eu a desmistificar-lhes o sistema…

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