
Esta quadra natalícia, e em especial a passagem de ano, foi marcada por uma incrível desconfiança sobre o futuro mais próximo, e grande parte das mensagens que recebi foram variantes do género «Um bom Natal, na medida do possível, e votos de um ano novo que não será nada feliz…». Na verdade, a depressão generalizada que se viu entre os gregos há pouco mais de ano e meio, e entre os irlandeses ano passado, começa a atingir a mente dos portugueses — mesmo antes de sentirem qualquer diferença na sua qualidade de vida.
Aparentemente, nunca como dantes as notícias nos media nos infundem tanto terror sobre o ano que se avizinha como agora. E as pessoas começam realmente a estar aterradas. «Onde há fumo, há fogo», lá diz o ditado popular, e se até o Primeiro Ministro recomenda a emigração, que mais falta para comprovar que estamos na presença dum annus horribilis? Já sem falar nas inúmeras «explicações» pseudo-místicas e New Age que tentam «provar» que há uma série de circunstâncias externas fora do nosso controlo que «conspiram» para que 2012 se torne num ano particularmente horrível, algumas das quais servindo-se de pseudo-ciência para as justificar; nada como ler este reconfortante artigo céptico sobre a desmistificação dos principais disparates que andam por aí a ser espalhados há vários anos ou esta mensagem da NASA …