Continua-se a discutir por este país fora a questão da aplicação do Acordo Ortográfico; regozijo-me com a existência de jornais (como o Público) e mesmo de algumas estações de TV que se recusam, como forma de protesto, de o aplicar. Cada vez são menos, é certo, e cada vez mais alunos aprendem a ortografia arrevezada do «novo» AO, pelo que com o tempo a batalha poderá estar perdida, especialmente porque nesta época toda a gente se preocupa com a crise e não com a língua e a cultura portuguesas.
Como referência, e para quem nunca o tenha lido, podem obter uma cópia do Acordo Ortográfico no site da Priberam.
A minha «guerra pessoal» não tem nada a ver com «não gostar» do Acordo Ortográfico; não creio que uma opinião pessoal sobre se «gosto» ou «não gosto» tenha qualquer importância. Em vez disso, a minha fundamentação contra o Acordo Ortográfico baseia-se em dois pilares:
- Há desonestidade intelectual na justificação para a sua adopção (explicarei isto em mais detalhe mais abaixo)
- O processo para a sua redacção e implementação não foi democrático, em especial porque não teve em conta as centenas de milhares de pessoas em Portugal e os milhões no Brasil que se pronunciaram publicamente contra o acordo.
Vejamos em mais pormenor o primeiro ponto. Já escrevi sobre isto em vários comentários e mensagens em toda a ‘net, mas o problema de o fazer em redes sociais é que a argumentação perde-se e dispersa-se e é difícil de encontrar.
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