Desde o momento em que a CML achou por bem colocar radares em tudo o que é sítio em Lisboa, nomeadamente em avenidas largas, com três faixas para cada lado, sem cruzamentos nem semáforos na zona oriental de Lisboa, onde é certo que circular a 50 km/h é um perigo (há o risco de apanharmos com um “malandro” que pensa que está numa Via Rápida Urbana e que circule a 80 km/h, como na 2ª Circular, CRIL, Eixo Norte-Sul, ou Radial de Benfica), os pobres lisboetas conseguiram a proeza de engarrafar ainda mais a cidade, já não sabendo onde é que vai estar o próximo polícia à coca, e preferindo assim andar a 30 km/h nas faixas da esquerda, não vá o diabo tecê-las…
Mas ainda que sejamos obrigados a ter mais atenção — a placas com limites arbitrários escondidas e disfarçadas por trás de árvores; a polícias que estão do lado de lá das curvas; a radares que nos apanham a 200 m de distância sem suspeitarmos; a câmaras secretas que nos espreitam do topo dos edifícios e que mandam fotografias dos nossos bólides — ainda que vá que não vá. Já lá nos vamos habituando a desviarmo-nos das motos que irrompem do nada à velocidade da luz; aos taxistas que mudam de faixas mais depressa do que a Laetitia Casta muda de roupa na passerelle; aos camionistas que andam a 15 km/h na faixa da esquerda; aos condutores de domingo que andam a meio da rua para subitamente se desviarem para qualquer um dos lados sem aviso prévio; ao pessoal que anda de telemóvel em punho e que não vê nada pela frente… a tudo isso estamos habituados.
Mas ter agora babes paradas em viaturas mesmo ao nosso lado, isso é que já não dá, isso é que descontrola um pobre coitado completamente…
Tenham medo, muito medo. Elas andam por aí.