Dune 2, Command & Conqueror, Warcraft 1/2/3, Starcraft

Para dar resposta a um público mais jovem e com menos paciência para jogos de estratégia tiop Civilization ou Alpha Centauri, a inovação veio com estes “jogos de estratégia em tempo real”.

O princípio básico é o mesmo dos XXXX: Explore, Expand, Exploit, Exterminate. Mas agora tudo se passa em tempo real. Nada é possível de fazer devagarinho – temos de estar atentos a tudo, em todos os pontos do mapa, ao mesmo tempo. Em compensação, os criadores do jogo tornaram a vertente “estratégia a longo prazo” mais simplificada: pouco mais temos do que construir edifícios que nos dão novas unidades ou novas tecnologias, e alimentar esses edifícios com “recursos”.

O primeiro jogo a que joguei deste género foi o Dune 2, que penso que tenha sido pouco depois seguido pelo Command & Conquer, que joguei menos (é um jogo muito mais ofensivo num cenário contemporâneo). Estes jogos têm a piada de durarem 20-30 minutos, mas serem muito mais intensivos. Têm, evidentemente, o defeito de necessitarem alguma habilidade em carregar comandos sinistros e mexer com o rato. Pessoalmente, gosto pouco disso, os jogos não devem obrigar-me a desenvolver novas habilidades para jogar, mas sim permitir-me usar as MINHAS habilidades para me divertir.

Seja como for, sou bastante apreciador deste tipo de jogos. São menos viciantes que um Civilization ou um Alpha Centauri, mas mais divertidos. Do Warcraft 2 cheguei a ter 3 licenças (uma emprestei que não me devolveram, outra partiu-se o CD que me tinham trazido dos UK, e finalmente lá arranjei uma cópia baratinha na FNAC…). Com a minha entrada na Mr.Net o jogo de referência passou, sem dúvida, a ser o Starcraft. Penso que da série dos jogos da Blizzard (Warcraft e Starcraft) é o mais bem conseguido: graficamente não é tão apelativo que o mais recente Warcraft 3, mas é estupidamente rápido, a AI dos inimigos não é imediatamente óbvia… e depois tem a questão do jogo em rede ou na Internet.

Porque o grande aliciante de todos estes jogos é poderem ser jogados em rede, contra oponentes humanos, muito menos previsíveis e muito mais lixados de derrotar. E, ao contrário de um jogo multiplayer de Civ 3 ou Alpha Centauri, aqui não há espaço para maluquices: os outros oponentes querem o nosso sangue, de uma forma emotiva e vingativa, e exploram todos os truques do jogo para atingirem o seu fim.

Quando passamos para o mundo maravilhoso do jogo online na Internet, então tudo muda. De repente já não é um jogo – trata-se de um mega-campeonato global, com as suas comunidades com troca de truques e pistas e técnicas de combate. Todos violentamente a desafiarem-se mutuamente, 24 horas sobre 24, para mais um desafiozito para lhes aumentar a pontuação…

Jogos recentes como Cesar, Age of Empires, etc. seguem também este modelo da “Real-Time Strategy Games” com mais ou menos sucesso e mais ou menos enfoque na estratégia (por exemplo, jogos como Trade Empires ou Cesar já começam a ter pouco de estratégia ofensiva, embora hajam combates, e muito mais de estratégia de desenvolvimento e exploração). Tecnicamente, o Sim City pode ser considerado um RTSG, embora neste caso sem qualquer componente militar/ofensiva. O Warcraft 3 começa a raiar a fronteira que nos separa dos (Computer) Role-Playing Games (que veremos ainda um pouco mais à frente) pelo facto de termos personagens individuais com as suas características e habilidades e não apenas “massas amorfas” de unidades militares.

Em termos comparativos:

  • não se joga por turnos, mas sim em tempo real
  • os jogos são mais curtos (em média, 30 a 60 minutos por “sessão”, “missão” ou “desafio”)
  • quanto mais ofensivo for o jogo (ex. Starcraft) menos importante é a parte estratégica
  • os jogos multiplayer necessitam de atenção total (tudo se passa em tempo real)
  • os jogos raramente são modificáveis (ie. não é possível acrescentar novas unidades, novas tecnologias, etc.), embora quase todos permitam mudar os mapas e criar “missões”. Claro que há excepções, e há RTSGs open-source em que podemos mudar TUDO. O SimCity também tem um Building Architect para mudarmos o aspecto dos edifícios e algumas das suas características.

A favor deste tipo de jogo:

  • mais interactividade
  • tempo real
  • jogos curtos
  • multiplayer muito divertido nos jogos altamente ofensivos

Contra este tipo de jogo:

  • jogar necessita de habilidade (ie. dar comandos complexos rapidamente) – se não for adquirida depressa, o jogador está condenado a não passar de nível
  • jogos mais curtos tendem a diminuir o nível de interesse
  • o jogo tem normalmente um “tempo de vida curto” – quando se terminou a “campanha”, já não tem piada começar desde o início
  • pouco modificáveis (menor nível de interesse continuado)
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