Profissão de fé

Muita gente sabe que sou cristão, da variante católica, modalidade praticante 🙂 com quase o mesmo vigor com que “combato” a pseudo-ciência e a superstição através de uma forte dose de cepticismo (até faço parte da CEPO – a Associação de Cépticos de Portugal).

Como é que se pode ter uma formação científica, ser-se céptico, e ao mesmo tempo católico? Não será um contra-senso?

A pergunta não só é legítima como merece uma resposta. Desde já aviso que não pretendo converter ninguém 🙂 e muito menos dar uma resposta satisfatória; apenas posso dar uma opinião e mais nada.

Por vezes é mais fácil definir as coisas pela negativa. O seguinte texto é retirado de uma mailing list onde participei e que tenta, de certa forma, dar uma ideia geral do que para mim são as fronteiras entre Ciência e Religião:


É evidente que somos todos livres de pensarmos e acreditarmos no que quisermos, e manifestarmos as nossas opiniões de acordo com as nossas crenças pessoais. Esse tipo de discussão pode ser bastante fértil – relembro, por exemplo, as frequentes conversas/palestras/debates que têm ocorrido entre Sua Santidade o Dalai Lama, líder espiritual do budismo mahayana, e vários – mesmo muitos! – cientistas de renome internacional, e cujas actas/transcrições têm sido abundantemente divulgadas. Nestas conversas confrontamo-nos com uma cultura e filosofia orientais, transmitidas por uma pessoa de elevadíssima sagacidade e inteligência, mas que só agora (ou seja, desde que foi forçado a exilar-se no Ocidente) entrou em contacto com o mundo da ciência e com o método científico, e que – ele próprio o confessa – o fascina pelos conhecimentos que aprendeu nesse tipo de contactos. Ou seja, trata-se de alguém que não teve uma formação científica ocidental, que desconhecia os seus métodos e práticas, e que, apesar disso, tem uma concepção do universo e da forma como este funciona que é necessariamente diferente (mas não tanto como isso!) do que é aceite tradicionalmente pela comunidade científica de raíz ocidental.Quero com isto dizer que pessoas com uma formação budista (por exemplo! … podia ser qualquer outro tipo…) e que nunca tenham estado em contacto com o método científico naturalmente terão uma abordagem diferente à teoria da evolução das espécies, por exemplo. Não quer dizer que esta abordagem seja, dum ponto de vista filosófico, “errada”.
Quer apenas dizer que, no contexto bem isolado de uma comunidade que vive milhares de anos com a sua própria filosofia e cultura, nem sempre as respostas serão as mesmas. (a título de nota pessoal: talvez o que me surpreenda a mim pessoalmente é que, apesar de tudo, e no caso concreto das filosofias budistas, existem mais pontos de encontro do que divergências, o que é pelo menos curioso, mas isso já é uma questão completamente diferente e que poderia ser alvo de outra discussão…)

A partir do momento em que estamos enraizados numa cultura global em que o método científico ocidental demonstrou centenas de milhares de vezes que conduz a resultados previsíveis, comprováveis, demonstráveis e reprodutíveis por qualquer outra pessoa que aplique o mesmo método, tenho pessoalmente muita dificuldade em aceitar como plausíveis quaisquer outras afirmações que sejam geradas fora do contexto do método científico. Posso aceitá-las apenas como questões de fé (sou pessoalmente um católico praticante, um homem de fé, e há muitas coisas em que obviamente acredito – a partir da mais óbvia, que existe Deus e que em certa medida o Universo será uma criação divina – e para as quais posso tentar aplicar o método científico que quiser, que não vou conseguir nem demonstrar que tenho “razão”, nem que estou “errado”), posso aceitá-las como crenças pessoais – até um certo ponto, posso aceitá-las como crenças de um grupo étnico e de uma sociedade específicas que rejeitem o método científico – mas apenas as posso aceitar na medida em que acredito fundamentalmente que todos temos direito às nossas próprias opiniões e que temos liberdade para as exprimir.

*Não* posso, de todo, é aceitar que se questione as conclusões do método científico, sem, para o efeito, deixar submeter essas mesmas questões a esse método. Passo a explicar a minha opinião: a Ciência (como o produto da aplicação do método científico) evoluiu ao longo dos séculos pelo facto de submeter novas explicações para determinadas observações, aplicá-las ao rigor do método científico, e chegar à conclusão – unânime – de que a nova explicação é “melhor” e mais completa que a anterior. Mesmo sabendo que amanhã poderá haver uma explicação ainda mais nova! É assim que a Ciência tem progredido, e não vejo nenhuma razão para duvidar dos resultados, nós que somos filhos da Era da Tecnologia…

Portanto, somos livres de termos as opiniões que quisermos. Mas se quisermos ter opiniões *científicas* sobre determinado assunto, não existe outra hipótese senão submeter essas opiniões ao método científico e demonstrá-las como sendo verdadeiras ou falsas.

Se o Darwinismo pode ser criticado por não explicar tudo – e só a partir do terceiro quartel do século XX, com o isolamento do DNA e subsequentes estudos sobre modificações genéticas é que o próprio Darwinismo se pode tornar bem mais “completo” – penso que é inquestionável (inquestionável MESMO!) que apresenta a resposta mais simples, mais completa e mais perfeita para a evolução de TODAS as espécies do nosso planeta. Questionar o Darwinismo só seria, a meu ver, possível, na eventual (e muito remota) possibilidade de encontrarmos vida noutros planetas que seguisse uma via completamente diferente de evolução de espécies. Nesse caso, a Ciência postularia muito provavelmente uma nova teoria da evolução, mais abrangente, da qual o Darwinismo como o conhecemos hoje seria apenas uma variante particular adaptável às condições do planeta Terra. Mas isto é pura especulação enquanto não encontrarmos outras formas de vida e que tenham evoluído de forma completamente diferente; até isso acontecer, não podemos actualmente elaborar *nenhuma* outra teoria tão simples e clara que nos explique como evoluímos, tal como os macacos contemporâneos, de um antecessor comum.

As civilizações que descreve como tendo “conhecimentos avançadíssimos que nos assombram” são meros preconceitos. [NOTA: nesta mailing list, havia uma pessoa que alegava que as prâmides do Egipto tinham sido construídas por extraterrestres, e outras baboseiras do género]. No Ocidente tendemos a
pensar que só aqui se conseguiu desenvolver o tipo de conhecimentos que nos possibilitam determinado tipo de artefactos culturais e sociais – como a emergência da democracia, as obras públicas de grande volume, ou sistemas de justiça complexos, avançados e socialmente equalitários.
Mas isso, como disse, são preconceitos. Olhamos para as pirâmides e dizemos “só no século XX é que temos gruas e escavadoras e arquitectura e engenharia civil para fazer uma coisa dessas; logo, como é indesmentível que os egípcios tenham construído isto, foi porque os extraterrestres lhes disseram como isso se fazia”. Mas isso, pura e simplesmente, é um disparate completo – pura bobagem! Os egípcios eram PRECISAMENTE TÃO INTELIGENTES como nós; trata-se precisamente do mesmo homo sapiens, com a mesma capacidade cerebral. Simplesmente não tinham gruas nem escavadoras; mas tinham sólidos conhecimentos de geometria e matemática, logo, de arquitectura e de engenharia. Sem gruas e escavadoras usavam mão de obra em bruto e ferramentas simples. É apenas isso. Não há nada de especial no feito dos egípcios (ou maias ou astecas…) se partirmos do princípio tão simples que para construir pirâmides basta ter noções de matemática e geometria elementares… e muita mão de obra disponível, e dinheiro para lhes pagar. Os egípcios tinham isso tudo.

Os relatos e desenhos que mostram astronautas ou outro tipo de deuses viajando nos céus não é absolutamente nada de especial. Não há quase nenhuma civilização humana que não tenha tido os seus mitos de “deuses viajando nos céus” – hoje em dia, temos UFOs, claro, que é precisamente o mesmo fenómeno, tal como Jung muito bem o descreve. O facto de determinados artistas em certas épocas terem feito desenhos mais ou menos complexos – de acordo com os padrões artísticos da época – não é “indício” de nada. É apenas indício de que temos uma enorme capacidade de reconhecer padrões onde eles podem não existir (esta frase não é minha) que é uma característica humana que temos muito bem desenvolvida (senão não seríamos capaz sequer de reconhecer imediatamente rostos humanos, já que o nosso sentido de olfacto não é suficientemente apurado para os distinguir). Quer isto dizer que somos capazes de ver em meros floreados artísticos jactos e plumas de exaustão de gás e imediatamente acreditamos que estamos a “ver” um desenho de um astronauta numa nave espacial! Não há nada de extraordinário nisto: qualquer criancinha olha para o céu, vê as nuvens, e começa a imaginar de imediato o que as formas lhe sugerem: barcos, castelos, cidades, aviões ou até – porque não? – naves espaciais… e rimo-nos das criancinhas que conseguem ver no fundo o que quiserem nas nuvens, basta-lhes a imaginação.

Mais uma vez: a explicação mais simples, mais lógica e mais elegante é, segundo um dos diversos princípios do método científico (a rasoira de Occam…), a mais correcta, ou, pelo menos, a mais próxima de estar correcta. É muito mais fácil pensar que quem vê astronautas em desenhos maias ou astecas está a imaginar coisas que não existem naqueles padrões, tal como as criancinhas vêem objectos nas nuvens, do que inventar uma qualquer teoria muito complexa sobre visitas de extraterrestres…

Quanto às tais “dimensões ocultas” nas pirâmides egípcias… a numerologia é um campo de pseudociência com vastíssimos desenvolvimentos, e a verdade é que, realizando operações matemáticas mais ou menos ao acaso, conseguimos, mais uma vez, encontrar e “demonstrar” tudo o que nos vier à cabeça: é apenas uma questão de sermos exaustivos a inventar essas operações matemáticas. Para isso recomendo muito vivamente a leitura de uma série de artigos que se encontram na Skeptical Inquirer, um dos quais, muito divertido, apresenta uma quantidade fenomenal de “previsões” feitas sobre o número de série de uma nota de um dólar (escolhido aleatoriamente de dentro de uma vulgar carteira), desde a data de nascimento e morte de Cristo, a data da batalha de Waterloo ou até à data em que o primeiro homem pisou na Lua. Para quem continue a “acreditar” que existe um fundo de verdade nestas afirmações da numerologia (segundo o princípio de que “eles devem, no fundo, ter razão, nós é que temos um espírito tão distorcido pelo método científico que nos recusamos a acreditar…”), sugiro o seguinte exercício: compre um livro sobre o Código da Bíblia (teoria segundo a qual existem ensinamentos secretos ocultos nas páginas da Bíblia que podem ser revelados desde que se esteja preparado para aplicar as tais operações matemáticas) mas use, como objecto de estudo, não uma vulgar bíblia, mas sim o “Senhor dos Anéis” de Tolkien. Antes de afirmarem que “nunca se sabe se Tolkien na realidade não seria um numerólogo…”, repitam o exercício, mas desta vez utilizem a Lista Telefónica. Vão descobrir coisas fascinantes sobre o vosso futuro que até agora nunca tinham suspeitado!

Em conclusão, caro [aqui interpelava directamente o outro participante da lista]… reflicta um pouco sobre as afirmações das pseudociências e pense apenas no seguinte: se as respostas dos pseudocientistas fossem elas mesmas analisadas segundo o método científico, seriam ou não refutadas? E se aparentemente não foram refutadas (pelos tais “indícios” que acredita que existam…), porque é
que esses pseudocientistas não fazem ainda parte da comunidade científica mundial? Afinal de contas, os mais brilhantes cientistas da história da humanidade tiveram, na sua época, ideias verdadeiramente radicais, e quase sempre diametralmente opostas a tudo em que a ciência da sua época lhes dizia que estava correcto. Mas esses cientistas
aplicaram o método científico e as suas afirmações foram observáveis, as suas previsões eram correctas, as suas experiências foram replicadas de acordo com as suas teorias, e todas as suas ideias chegaram aos nossos dias. Em contraste, as afirmações da pseudociência, embora
possam estar “na moda” durante décadas ou mesmo um ou outro século, acabam mais cedo ou mais tarde por desaparecer, quando se chega à conclusão que nada explicam e de nada servem.

Leio um pouco nas suas entrelinhas de que não se conforma com o método científico, que acredita que se este não existisse e que em vez disso houvesse algo de diferente, se conseguiria ir “mais além”. Mas o método
científico que conhecemos “apenas” nos permite chegar ao ponto em que viajamos para outros planetas, curamos uma enorme parte das doenças que nos afligem, e dão-nos brinquedos divertidos como o teleporte de matéria ou o leitor de CDs. Penso que é um excelente trabalho feito em
tão poucos milénios de Ciência… apesar de só a partir do século XX a maioria das pessoas aceitarem realmente o método científico!

Acrescento ainda uma nota final a esta já muito longa mensagem. Desde o final do século XX que muitos cientistas abriram e expandiram os seus horizontes muito para além daquilo que a Ciência “permitia”.
Vamos a alguns curtos exemplos para explicar o que quero dizer com isto. A astrologia, a cartomancia e semelhantes técnicas de adivinhação “acreditam” que o futuro das pessoas pode ser “lido” numa carta astrológica, num lançamento de cartas, etc. Esta afirmação é geralmente
feita depois de se constatar que um “bom” astrólogo, cartomante, adivinho, etc. muitas vezes tem resultados bastante acima da expectativa (que seria acertarem apenas em 50% dos casos em que a resposta seria um “sim” ou um “não”). Psicólogos como Jung chegaram à conclusão de que aquilo que faz um bom astrólogo é na realidade a aplicação de uma série de técnicas (que hoje reconhecemos como prática corrente na psicologia) que permitem, com poucas frases e perguntas, estabelecer empatia com um paciente que tem um problema que o atormenta (mas que ele próprio pode desconhecer) de forma a descobrir não só qual é esse problema, como fazer sólidas (e correctas!) afirmações sobre o seu próprio futuro e recomendações de como se deve/pode comportar de forma a obter aquilo o que pretende. No fundo, o que muitos adivinhos
fazem de forma intuitiva – saber o que está a outra pessoa a pensar – é algo que QUALQUER UM DE NÓS pode fazer, desde que conheça as técnicas subjacentes para isso (ensinadas, por exemplo, pela psicologia). Ou seja: o nosso futuro não está escrito nos astros, mas está sem dúvidas
espelhado no nosso rosto e na nossa linguagem corporal, e quem saiba “ler” isso (como fazem os astrólogos, adivinhos… e os psicólogos!) conseguirá “tratar magicamente” um paciente.

Da mesma forma, anos de observação dos efeitos benéficos de certas ervas nos seres humanos levaram a Ciência a concluir que ALGUMAS dessas ervas tinham realmente qualquer razão especial para funcionarem.
Enquanto que no início do século XX se procuravam novas substâncias químicas para combater todos os males que nos afligem, hoje em dia a indústria farmacêutica prefere procurar ervas e partes de animais exóticos, isolar o princípio activo, refiná-lo, testá-lo segundo um conjunto de procedimentos adequados, e vendê-lo sob forma de
comprimidos. Essa “revolução” da indústria farmacêutica quase que nos passou despercebida, mas a verdade é que hoje em dia a maior parte dessa indústria, dita de “medicina convencional” (ou ocidental), tem abertura de espírito suficiente para tratar, com o rigor do método
científico, ALGUMAS técnicas “não-convencionais”, e chegar à conclusão de que “funcionam” e qual a razão pela qual funcionam. Muitas dessas técnicas, evidentemente, também foram rejeitadas como não tendo qualquer base científica verificável (como é o caso da homeopatia).

Mais estranho ainda, e conforme referi no início, foi a muito recente compreensão de determinados princípios de certas escolas de filosofia orientais que hoje em dia curiosamente parecem corresponder, em certa medida, a escolas de pensamento de certos cientistas. Embora não se
possa dizer concretamente que algumas filosofias budistas afirmem diversos princípios muito semelhantes aos enumerados pela física quântica, o facto é que existem muitos paralelos – talvez demasiados para serem “meras concidências”. Uma delas é a peremptória declaração
de que vivemos num mundo de ilusão – ou seja, somos apenas escravos dos sentidos com que apercebemos o Universo, mas que este não é assim realmente (só com a física quântica é que esta visão do Universo se tornou prática corrente entre os cientistas…). Outra é de que o poder da nossa mente é essencial na cura – os melhores medicamentos raramente têm efeito em quem já não tenha vontade de viver ou de resistir à doença. Estes princípios básicos – entre muitos outros! – são fruto de um pensamento filosófico com dezenas de séculos que mostrou consistentemente resultados comprováveis. Fazer a pequena “ponte” para a Ciência ocidental, que aplica as suas metodologias sistemáticas para verificar hipóteses, chegaram-se a muitas conclusões bem interessantes
(e não é por acaso que as universidades de medicina ocidentais em todo o mundo ensinam hoje a tratar primeiro o doente espiritualmente para depois lhe serem ministrados todos os fármacos apropriados em alguém que tenha realmente esperança que vão funcionar… em vez de tomar uma atitude impessoal de desprezo pelo estado espiritual do paciente, como – infelizmente! – ainda tantos médicos fazem hoje em dia).

Significa isto que, ao contrário do que possa ter dado a entender no início desta mensagem, a Ciência hoje em dia *não* rejeita, de forma alguma, ensinamentos e crenças noutros métodos e técnicas que não tenham tido origem no pensamento científico ocidental, rígido e tradicional. Tem abertura de espírito para aceitar e encarar novas opiniões, ideias ou sistemas. Simplesmente todas essas ideias devem passar pelo crivo da metodologia científica para serem aceites como válidas. Muitas de facto passaram esse crivo. Mas muitas outras foram completamente rejeitadas por não ter qualquer espécie de fundamento
científico – são meramente crenças, e mais nada do que isso.

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2 pensamentos sobre “Profissão de fé

  1. Devia acrescentar, 6 anos mais tarde, que não pretendia, de forma alguma, insultar S. Santidade o Dalai Lama chamando-o de “líder espiritual do budismo mahayana”, afirmação que fiz em 2004 por mera ignorância. Em primeiro lugar, “Dalai Lama” é o título de uma linhagem de líderes religiosos da escola Gelug do budismo tibetano, tratando-se de um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do budismo tibetano. Os Dalai Lamas foram os líderes políticos do Tibete entre os século XVII até 1959, residindo em Lhasa (capital política do Tibete). E o budismo tibetano não deveria ser classificado meramente de “mahayana” visto tecnicamente ser vajrayana (que, no entanto, integra todos os elementos das escolas mahayana e os aceita a todos, mas os expande muito para lá do pensamento mahayana). Não existe nenhum “líder espiritual do budismo”, visto, pela sua génese, o budismo não ser uma organização institucional criada pelo Buda histórico ou pelos seus seguidores (embora, evidentemente, diversas institições budistas tenham preservado os seus ensinamentos ao longo dos últimos 26 séculos, mas sem existir “predominância” de escolas, nem uma “hierarquia institucional” à semelhança de outros organismos religiosos, filosóficos, ou políticos).

    As minhas desculpas pela minha ignorância.

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