O que gosto de ler

Os meus autores favoritos são sem sombra de dúvida J. R. R. Tolkien e Terry Pratchett, o que quer dizer que me escusam de oferecer algum livro deles, pois provavelmente já os li. Depois deles é difícil escolher alguém que não hesite em comprar. Tenho toda a série do Harry Potter, mas a Rowling também só escreveu 5… Mas gosto dos velhos clássicos de FC (Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein, A. E. Van Vogt, Philip K. Dick) e de fantástico (Michael Moorcock, Robert Silverberg, Robert E. Howard, Ursula K. Le Guin, Gene Wolfe, Terry Brooks). Dos contemporâneos gosto de Tad Williams, Stephen Donaldson, Robert Jordan e na FC não desgosto de William Gibson (tem dias), adoro Bruce Sterling, leio tudo do Ben Bova (faz-me lembrar o Arthur C. Clarke), gosto de Frederick Pohl, leio alguma coisita do David Brin, e gosto ainda do Peter Hamilton…

No ramo do horror, destaque para o mestre Edgar Allan Poe e seu mui leal súbdito Lovecraft 🙂 Mas dos actuais adoro Clive Barker e acho a Anne Rice fantástica quando está inspirada e uma seca quando não está.

Não acho piada ao Greg Bear (embora tenha algumas coisas geniais), o Gregory Benford ainda escapa, abomino mortalmente o Stephen King (um dia digo aqui porquê).

Em Portugal, o meu autor favorito é o António de Macedo pelo seu estilo sempre divertido 🙂 Literariamente, prefiro Daniel Tércio; na parte humorística, Maria de Menezes; nos pastiches de cyberpunk, João Barreiros (embora o melhor livro dele tenha sido escrito com o Luís Filipe Silva, o “Terrarium”, o maio livro de FC portuguesa). Dos jovens autores emergentes o meu voto é no Pedro Lúcio, mas confesso que nem sempre o consigo compreender…

Mas não leio só FC&F. Aliás, ultimamente quase que não tenho lido outra coisa senão Charles Dickens e Jorge Amado 🙂 Dos autores portugueses ainda o que me atrai mais pelo seu estilo simples é o João Aguiar. Jorge Saramago é um autor de poesia de ficção científica e de contos políticos de ficção científica que depois escreveu uns romances sem pontuação a imitar o Padre António Vieira e ganhou um Nobel, sabe-se lá porquê… Acho alguma piada à Clara Pinto-Correia, minha “madrinha internética”. Recuso-me a ler qualquer coisa que venha das mãos da Agustina Bessa Luís (ódio pessoal) ou, pior, desta nova vaga de jornalistas-chiques-da-TV-e-da-rádio-e-das-revistas-das-tias que agora deram em “escritoras”; para ler merda dessas ainda prefiro ler as porcarias que editei, ora bolas! E o que mais me assusta é que esta “nova vaga” ganha prémios literários…

Felizmente há muito e muito mais que gosto de ler. Os humoristas ingleses, para além de Terry Pratchett (já referido), são dos que me encantam mais. Adoro o (já falecido) Douglas Adams e as suas hilariantes histórias em mundos de pseudo-ficção-científica (“The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”), ou o Tom Sharpe com as suas séries de realismo mágico humorista (os deuses invadem uma Inglaterra contemporânea, causando todo o género de acidentes e desgraças. Recentemente “descobri” o James Herriot, um veterinário que escreveu no início dos anos 70 a sua autobiografia sobre o trabalho de um veterinário (ele mesmo!) no final dos anos 30 e durante a 2ª guerra no Yorkshire campezino. Um mimo de se ler.

Até achei piada ler o Bill Gates no seu “Business @ The Speed of Light”. Não é literatura mas sim um manual de instruções para as empresas entrarem no mundo digital. Foi escrito antes da recessão do início do milénio, mas as ideias estão bem apanhadas. Não gosto da atitude monopolista da Microsoft, mas o Tio Bill não é parvo nenhum. Conhece o teu inimigo, dizia Sun Tzu (que também já li… é muito mais secante do que pensava).

Se continuar na não-literatura… não recomendo Maquiavel. O homem é decepcionantemente fraco. Talvez o facto de ter lido uma tradução francesa não ajudasse muito. Sun Tzu, Maquiavel, Bill Gates… há quem veja nesta progressão alguma lógica 🙂 E talvez exista, não sei. Sun Tzu é um prático que tem experiência do que faz. Maquiavel nunca colocou nada em prática, mas é um excelente observador da realidade histórica, sem mergulhar em humanismos cristãos para atingir fins. Bill Gates é pragmático: “tenho o domínio do planeta Terra enquanto existirem computadores. Mas posso ajudar as outras empresas de outras áreas a tornarem-se monopólios como eu”.

E por agora fico aqui. Há mais, imensamente mais, de toneladas de livros que já li e que poderia recomendar…

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