Mac OS X 10.3

Devo dizer que sou tendencialmente agnóstico em termos de sistema operativos. Talvez tenha sido a minha formação de base, não sei, ou o facto de, ao longo da minha vida, profissional e não, ter utilizado montes de sistemas diferentes.

Uma coisa é certa, quem “nasce” já à frente do Windows – o que acontece talvez em 90% dos casos dos novos utilizadores – tendencialmente usará Windows para o resto da vida.

Da mesma forma que, apesar de existirem carros eléctricos, a gás, a pilhas de hidrogénio, e sei lá que mais alternativas – muitas delas com redes de distribuição e abastecimento já estabelecidas em Portugal – a verdade é que a maior parte de nós, quando for comprar o próximo carro, vai ser a gasolina. Ou quanto muito a gasóleo. Certo?

O mesmo se passa com os computadores. Tendemos a usar a “primeira escolha” e a ficar com ela para toda a vida. É essa a razão principal pela qual as pessoas que nunca usaram outra coisa que não Windows gozam terminantemente com os “macfanatics”, que não largam os seus Apple Macintoshes e não os trocam por outra coisa por nada do mundo. Riem-se deles e do seu fanatismo, da sua intolerância. Mas é verdade: são pessoas que usaram pela primeira vez um Mac – e nunca mais quiseram experimentar outra coisa.

No entanto, não é exactamente essa “intolerância” que lhes apontam que faz com que um utilizador de Windows nunca mais mude de sistema? 🙂

O “meu” sistema é sempre melhor que o do meu vizinho (ao contrário da galinha do vizinho, que é mais gorda que a minha). O “outro” é estúpido, intolerante, de vistas estreitas porque nunca experimentou outra coisa. Mas não é justamente isso que fazem os utilizadores de Windows?

A principal crítica que fazem ao Mac é que é “diferente”. Pois é. Tal como um carro eléctrico ou a GPL é diferente de um automóvel com motor a gasolina ou gasóleo. Ambos tem as suas vantagens e desvantagens. Por exemplo, um motor eléctrico é silencioso, não polui, e é relativamente mais barato, com uma manutenção reduzida. Mas simplesmente não tem as mesmas prestações de um motor a gasolina, nem a mesma autonomia. Quer dizer que é “pior” e que todos os que conduzem carros eléctricos ou a GPL são “idiotas teimosos e obcecados”? Não necessariamente.

Comecei por dizer que sou agnóstico em termos de sistema operativo que prefiro, mas devo explicar que tenho, evidentemente, as minhas preferências pessoais, como qualquer outra pessoa.

Baseia-se essencialmente na possibilidade que tive de ter uma escolha. Quando era miúdo, por volta dos 13 anos, adquiri um TS1000, a versão portuguesa do Sinclair ZX81. Era a única coisa que estava ao alcance da minha carteira, pois custava “apenas” 14 cts. (€ 70,00)

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