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	<title>Comentários em: O &#8220;Triunfo dos Geeks&#8221; Nacional</title>
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	<description>Divagações insanas sobre Internet, política, cultura e religião, de quem devia ter mais juízo</description>
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		<title>Por: Luís Sequeira</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-65</link>
		<dc:creator>Luís Sequeira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:46:32 +0000</pubDate>
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		<description>master, desejo-te bons estudos :) Vai valer de certeza a pena acabá-los e ingressares numa profissão que consigas exercer graças aos teus estudos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>master, desejo-te bons estudos <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Vai valer de certeza a pena acabá-los e ingressares numa profissão que consigas exercer graças aos teus estudos!</p>
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		<title>Por: mastertechinformatica</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-64</link>
		<dc:creator>mastertechinformatica</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 15:27:53 +0000</pubDate>
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		<description>É muito interessante. Vi a reportagem no Expresso. De facto, não o conheço, mas deu para ver que &quot;ama&quot; a tecnologia e a informática e que reconhece o que realmente é. 
É um exemplo a seguir. 
P.S. ( Eu que quero ser engenheiro informático ainda tenho todo o secundário para estudar. Mas sei que vai valer a pena.)

Cumprimentos e parabéns pelo blog.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É muito interessante. Vi a reportagem no Expresso. De facto, não o conheço, mas deu para ver que &#8220;ama&#8221; a tecnologia e a informática e que reconhece o que realmente é.<br />
É um exemplo a seguir.<br />
P.S. ( Eu que quero ser engenheiro informático ainda tenho todo o secundário para estudar. Mas sei que vai valer a pena.)</p>
<p>Cumprimentos e parabéns pelo blog.</p>
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	<item>
		<title>Por: Mais dois oradores</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-43</link>
		<dc:creator>Mais dois oradores</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 22:00:25 +0000</pubDate>
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		<description>[...] ITIJ, foi também director dos serviços de informação da Personalis. Poderão ler mais sobre ele neste artigo que recomendo vivamente.        April 19th,  2008Take Off– at Departamento de Eng. Informática - Universidade de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] ITIJ, foi também director dos serviços de informação da Personalis. Poderão ler mais sobre ele neste artigo que recomendo vivamente.        April 19th,  2008Take Off– at Departamento de Eng. Informática &#8211; Universidade de [...]</p>
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		<title>Por: FilipeFreitas.net &#187; O início da net em Portugal</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-20</link>
		<dc:creator>FilipeFreitas.net &#187; O início da net em Portugal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 02:31:07 +0000</pubDate>
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		<description>[...] a esta era apenas possível recorrendo a laboratórios e universidades. Recomendo vivamente a leitura de onde este artigo originou, é uma leitura bastante interessante e informal. Uma pequena curiosidade: a Esoterica é hoje a [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] a esta era apenas possível recorrendo a laboratórios e universidades. Recomendo vivamente a leitura de onde este artigo originou, é uma leitura bastante interessante e informal. Uma pequena curiosidade: a Esoterica é hoje a [...]</p>
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		<title>Por: Certamente! O “Triunfo dos Geeks” nacional</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-19</link>
		<dc:creator>Certamente! O “Triunfo dos Geeks” nacional</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 10:46:12 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Luís Miguel Sequeira publicou O “Triunfo dos Geeks” Nacional no seu blogue em 8 de Abril último. Li-o esta terça-feira e de imediato lhe pedi autorização [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Luís Miguel Sequeira publicou O “Triunfo dos Geeks” Nacional no seu blogue em 8 de Abril último. Li-o esta terça-feira e de imediato lhe pedi autorização [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: arundel</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-18</link>
		<dc:creator>arundel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 May 2007 01:45:26 +0000</pubDate>
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		<description>A culpa não é do país — é dos portugueses :)

Vou deixar aqui um desafio. Elabore uma lista de portugueses, nascidos em Portugal (mesmo que não tenham vivido cá) aí durante a 2ª metade do século XX, cujos nomes sejam reconhecidos internacionalmente por, digamos, 1% da população mundial. Será que consegue listar 10 nomes? Óptimo. Retire todos os que sejam jogadores de futebol ou músicos. Muito bem. Quantos restam?

(Espero que tenha lá ficado pelo menos o António Damásio... e provavelmente o Manoel de Oliveira e o José Saramago... e com sorte talvez a Mariza ou os Madredeus, se quisermos pegar em exemplos de &lt;i&gt;world music&lt;/i&gt; com projecção internacional)

Agora vamos pegar num outro país qualquer da Europa e fazer a mesma coisa, obviamente ajustando para o tamanho da população (a Espanha, por exemplo, não deverá ter uma lista mais de 3 vezes e meia maior).

Assumindo que a inteligência (ou a burrice) estão uniformemente espalhadas pela espécie humana, porque é que essa distribuição de nomes é tão desfavorável para Portugal?

Talvez — sugiro eu — seja porque não nos promovemos no estrangeiro, como os outros fazem cá? Muito bem. Mas isso não é uma questão de atitude? Porque não nos promovemos como os outros? Decerto não é por causa do &quot;tamanho&quot; — há países menores que o nosso que promovem os seus cidadãos muito melhor. Portanto, onde está a &quot;falácia&quot; aqui? Acaso a nossa auto-promoção não é, efectivamente uma responsabilidade nossa?

Mas talvez seja porque nem sequer nos promovemos cá dentro — quando temos tanta notícia sobre criminosos, jornalistas, analistas políticos, políticos, e dirigentes de clubes de futebil, como resta ainda espaço para o resto? Mais uma vez, onde é que está aqui a falácia? (Há, felizmente, muitos e bons programas de TV e rádio sobre ciência, artes e cultura — mas quem os vê? Se está o Benfica a jogar, já mais ninguém muda de canal... e a Britney Spears na rádio tem mais audiência em 6 minutos que a Antena 2 num mês inteiro)

Por outro lado, nem sequer há uma predisposição para considerar essas pessoas interessantes ou dignas de notícia. O puto de 12 anos que chumba 5 vezes o ano (mas que passa administrativamente à mesma) tem ambição para ser jogador de futebol, não cientista ou músico de ópera. Mas então de quem é a culpa? Decerto não é por o puto ser &lt;i&gt;burro&lt;/i&gt;, a não ser que consideremos que realmente a burrice não é distribuída uniformemente, mas que temos o &quot;azar&quot; de termos mais que a média (recuso-me, no entanto, a aceitar isso, sem dados relevantes e estatísticas tratadas por profissionais).

Mas há mais. Temos, realmente, vergonha — vergonha de mostrarmos o que sabemos fazer e de espalharmos isso aos outros. É um sentido de modéstia — que em si só é uma virtude — mas que infelizmente, num mundo que &lt;i&gt;também&lt;/i&gt; compete culturalmente a nível global, a nossa modéstia não nos leva a promovermos quem merece. Também aqui onde está a culpa? Argumento que é devido a uma &quot;cultura da modéstia&quot; — em si só, como disse, benéfica no sentido de ser uma atitude elegante — mas que depois nos prejudica. Não gostamos de falar do que fazemos bem.

Em compensação, não nos importamos nada de falar do que ganham os jogadores de futebol ou dos dramas mediáticos dos jornalistas e políticos.

Ninguém afirmou que os outros países não tenham o mesmo; pelo menos nos casos ingleses, alemães, franceses, e italianos, há também uma &quot;cultura do tablóide&quot;. Tem o seu papel. É importante. Tem mercado. No entanto, não é o &lt;i&gt;único&lt;/i&gt; mercado possível, nem se calhar o maior. Contraste isso com o que temos em Portugal: &lt;i&gt;só&lt;/i&gt; há cultura do tablóide. Os portugueses não lêem. Não percebem o que vêem na TV. Não aprendem nada na escola. Não querem saber de nada a não ser com quem é que o Cristiano Ronaldo anda agora metido.

Ora então vamos a tentar perceber o que é que é a &quot;parvoíce&quot; aqui. Em que sentido é que tudo isto está errado? Quando digo que &quot;a culpa é do país&quot; é no sentido de que o país é composto por nós, portugueses, e que somos nós, portugueses, que pensamos desta forma; e como pensamos desta forma, é assim que ensinamos os outros a pensar. E quando fazemos isso, educamos mais gerações de portugueses a pensar dessa maneira. Portugueses esses que crescem e tornam-se jogadores de futebol e criminosos — ou então jornalistas e políticos, e que por sua vez vão pensar dessa mesma forma também. E que vão dar indicações — através dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;, através das estruturas governamentais — que se continue a pensar assim, desta forma &quot;à portuguesa&quot;. O ciclo repete-se e repete-se e repete-se.

O amigo feathersword tem facilidade em chamar a isto &quot;as parvoíces do costume&quot; sem apontar porque é que são &quot;parvoíces do costume&quot;. Já agora, só para chatear, o Mário até escreveu um clone de UNIX... corria a partir de uma disquete... era uma coisa gira (e muito útil numa emergência)... mas isso tem alguma relevância? As pessoas pensam que o Linus Torvalds ou o Tim Berners-Lee são pilares de sabedoria, luminários num mundo obscurantista, cujos raios subitamente despertaram o mundo para uma Nova Era. Não era nada disso. Eram humildes cientistas, cada qual na sua área, a estudarem umas coisas, a trocarem emails com os amigos. Alguns desses emails eram respondidos pelo Mário — ele &quot;fazia parte do grupo&quot;. Simplesmente o que aconteceu foi que as respectivas entidades onde estes senhores estavam subitamente se aperceberam de que estava ali uma coisa &lt;i&gt;nova&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;diferente&lt;/i&gt; e resolveram &lt;i&gt;promovê-la&lt;/i&gt;. Primeiro a nível da entidade; depois a nível nacional; depois, enfim, abrindo as portas ao resto do mundo. Simplesmente porque, ao contrário de nós (ninguém cá em Portugal estava minimamente interessado no que o Mário andava a fazer), lá fora a mentalidade é totalmente diferente — se as coisas são importantes, são e devem ser apoiadas. Cá, se não estivermos a falar de futebol ou política, o resto não interessa. Não é notícia, e se não é notícia, não vale a pena pegarmos nela.

Se o tal hipotético português estivesse no CERN a inventar a World-Wide Web (e note-se: estavam muitos por lá que eram colegas do Tim), a World-Wide Web não teria sido &quot;inventada&quot; de todo. Haveria algum burburinho à volta disso no CERN. Haveriam alguns académicos que achariam piada à coisa. E ficava por aí; era mais um projecto &quot;perdido&quot;. Depois algures, noutro país, noutro sítio, alguém acabaria por inventar uma outra coisa qualquer, e teria sido &lt;i&gt;essa&lt;/i&gt; &quot;coisa&quot; que teria sido a &lt;i&gt;killing application&lt;/i&gt; da Internet, e não a Web.

Ser-se &quot;inventor&quot; (ou &quot;visionário&quot;) em Portugal é um estatuto ingrato, mas não é por mais nenhuma outra razão que a que eu apontei: a forma como pensamos influencia tudo o que fazemos, e apesar de termos muitos luminários (e muitos que são mesmo excepcionalmente acima da média), eles não têm a menor hipótese de sucesso. Faz-me sempre lembrar o Prof. José Encarnação, director de um instituto de computação gráfica na Alemanha, multiplas vezes galardoado com vários prémios e com a medalha de mérito do governo alemão pela sua contribuição para a ciência. Cá nem sequer é referido nos livros da especialidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A culpa não é do país — é dos portugueses <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Vou deixar aqui um desafio. Elabore uma lista de portugueses, nascidos em Portugal (mesmo que não tenham vivido cá) aí durante a 2ª metade do século XX, cujos nomes sejam reconhecidos internacionalmente por, digamos, 1% da população mundial. Será que consegue listar 10 nomes? Óptimo. Retire todos os que sejam jogadores de futebol ou músicos. Muito bem. Quantos restam?</p>
<p>(Espero que tenha lá ficado pelo menos o António Damásio&#8230; e provavelmente o Manoel de Oliveira e o José Saramago&#8230; e com sorte talvez a Mariza ou os Madredeus, se quisermos pegar em exemplos de <i>world music</i> com projecção internacional)</p>
<p>Agora vamos pegar num outro país qualquer da Europa e fazer a mesma coisa, obviamente ajustando para o tamanho da população (a Espanha, por exemplo, não deverá ter uma lista mais de 3 vezes e meia maior).</p>
<p>Assumindo que a inteligência (ou a burrice) estão uniformemente espalhadas pela espécie humana, porque é que essa distribuição de nomes é tão desfavorável para Portugal?</p>
<p>Talvez — sugiro eu — seja porque não nos promovemos no estrangeiro, como os outros fazem cá? Muito bem. Mas isso não é uma questão de atitude? Porque não nos promovemos como os outros? Decerto não é por causa do &#8220;tamanho&#8221; — há países menores que o nosso que promovem os seus cidadãos muito melhor. Portanto, onde está a &#8220;falácia&#8221; aqui? Acaso a nossa auto-promoção não é, efectivamente uma responsabilidade nossa?</p>
<p>Mas talvez seja porque nem sequer nos promovemos cá dentro — quando temos tanta notícia sobre criminosos, jornalistas, analistas políticos, políticos, e dirigentes de clubes de futebil, como resta ainda espaço para o resto? Mais uma vez, onde é que está aqui a falácia? (Há, felizmente, muitos e bons programas de TV e rádio sobre ciência, artes e cultura — mas quem os vê? Se está o Benfica a jogar, já mais ninguém muda de canal&#8230; e a Britney Spears na rádio tem mais audiência em 6 minutos que a Antena 2 num mês inteiro)</p>
<p>Por outro lado, nem sequer há uma predisposição para considerar essas pessoas interessantes ou dignas de notícia. O puto de 12 anos que chumba 5 vezes o ano (mas que passa administrativamente à mesma) tem ambição para ser jogador de futebol, não cientista ou músico de ópera. Mas então de quem é a culpa? Decerto não é por o puto ser <i>burro</i>, a não ser que consideremos que realmente a burrice não é distribuída uniformemente, mas que temos o &#8220;azar&#8221; de termos mais que a média (recuso-me, no entanto, a aceitar isso, sem dados relevantes e estatísticas tratadas por profissionais).</p>
<p>Mas há mais. Temos, realmente, vergonha — vergonha de mostrarmos o que sabemos fazer e de espalharmos isso aos outros. É um sentido de modéstia — que em si só é uma virtude — mas que infelizmente, num mundo que <i>também</i> compete culturalmente a nível global, a nossa modéstia não nos leva a promovermos quem merece. Também aqui onde está a culpa? Argumento que é devido a uma &#8220;cultura da modéstia&#8221; — em si só, como disse, benéfica no sentido de ser uma atitude elegante — mas que depois nos prejudica. Não gostamos de falar do que fazemos bem.</p>
<p>Em compensação, não nos importamos nada de falar do que ganham os jogadores de futebol ou dos dramas mediáticos dos jornalistas e políticos.</p>
<p>Ninguém afirmou que os outros países não tenham o mesmo; pelo menos nos casos ingleses, alemães, franceses, e italianos, há também uma &#8220;cultura do tablóide&#8221;. Tem o seu papel. É importante. Tem mercado. No entanto, não é o <i>único</i> mercado possível, nem se calhar o maior. Contraste isso com o que temos em Portugal: <i>só</i> há cultura do tablóide. Os portugueses não lêem. Não percebem o que vêem na TV. Não aprendem nada na escola. Não querem saber de nada a não ser com quem é que o Cristiano Ronaldo anda agora metido.</p>
<p>Ora então vamos a tentar perceber o que é que é a &#8220;parvoíce&#8221; aqui. Em que sentido é que tudo isto está errado? Quando digo que &#8220;a culpa é do país&#8221; é no sentido de que o país é composto por nós, portugueses, e que somos nós, portugueses, que pensamos desta forma; e como pensamos desta forma, é assim que ensinamos os outros a pensar. E quando fazemos isso, educamos mais gerações de portugueses a pensar dessa maneira. Portugueses esses que crescem e tornam-se jogadores de futebol e criminosos — ou então jornalistas e políticos, e que por sua vez vão pensar dessa mesma forma também. E que vão dar indicações — através dos <i>media</i>, através das estruturas governamentais — que se continue a pensar assim, desta forma &#8220;à portuguesa&#8221;. O ciclo repete-se e repete-se e repete-se.</p>
<p>O amigo feathersword tem facilidade em chamar a isto &#8220;as parvoíces do costume&#8221; sem apontar porque é que são &#8220;parvoíces do costume&#8221;. Já agora, só para chatear, o Mário até escreveu um clone de UNIX&#8230; corria a partir de uma disquete&#8230; era uma coisa gira (e muito útil numa emergência)&#8230; mas isso tem alguma relevância? As pessoas pensam que o Linus Torvalds ou o Tim Berners-Lee são pilares de sabedoria, luminários num mundo obscurantista, cujos raios subitamente despertaram o mundo para uma Nova Era. Não era nada disso. Eram humildes cientistas, cada qual na sua área, a estudarem umas coisas, a trocarem emails com os amigos. Alguns desses emails eram respondidos pelo Mário — ele &#8220;fazia parte do grupo&#8221;. Simplesmente o que aconteceu foi que as respectivas entidades onde estes senhores estavam subitamente se aperceberam de que estava ali uma coisa <i>nova</i> e <i>diferente</i> e resolveram <i>promovê-la</i>. Primeiro a nível da entidade; depois a nível nacional; depois, enfim, abrindo as portas ao resto do mundo. Simplesmente porque, ao contrário de nós (ninguém cá em Portugal estava minimamente interessado no que o Mário andava a fazer), lá fora a mentalidade é totalmente diferente — se as coisas são importantes, são e devem ser apoiadas. Cá, se não estivermos a falar de futebol ou política, o resto não interessa. Não é notícia, e se não é notícia, não vale a pena pegarmos nela.</p>
<p>Se o tal hipotético português estivesse no CERN a inventar a World-Wide Web (e note-se: estavam muitos por lá que eram colegas do Tim), a World-Wide Web não teria sido &#8220;inventada&#8221; de todo. Haveria algum burburinho à volta disso no CERN. Haveriam alguns académicos que achariam piada à coisa. E ficava por aí; era mais um projecto &#8220;perdido&#8221;. Depois algures, noutro país, noutro sítio, alguém acabaria por inventar uma outra coisa qualquer, e teria sido <i>essa</i> &#8220;coisa&#8221; que teria sido a <i>killing application</i> da Internet, e não a Web.</p>
<p>Ser-se &#8220;inventor&#8221; (ou &#8220;visionário&#8221;) em Portugal é um estatuto ingrato, mas não é por mais nenhuma outra razão que a que eu apontei: a forma como pensamos influencia tudo o que fazemos, e apesar de termos muitos luminários (e muitos que são mesmo excepcionalmente acima da média), eles não têm a menor hipótese de sucesso. Faz-me sempre lembrar o Prof. José Encarnação, director de um instituto de computação gráfica na Alemanha, multiplas vezes galardoado com vários prémios e com a medalha de mérito do governo alemão pela sua contribuição para a ciência. Cá nem sequer é referido nos livros da especialidade.</p>
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	<item>
		<title>Por: feathersword</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-17</link>
		<dc:creator>feathersword</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 19:37:55 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Rebelde, o Mário é o nosso “Triunfo dos Geeks” nacional. Se vivesse em Inglaterra, seria uma espécie de herói britânico; se vivesse nos Estados Unidos (embora não sob um regime republicano…), seria neste momento uma super-estrela, uma net celebrity, e após sair das suas funções governamentais, provavelmente teria o seu próprio talk show convidando outras net celebrities e teria o blog mais lido do planeta. Infelizmente, teve o azar de nascer em Portugal, onde só têm notoriedade os criminosos, os jornalistas e analistas políticos, os políticos de topo, e os dirigentes de clubes de futebol.&quot;

Sim, quer dizer, a culpa é do pais. Isso do sucesso é uma coisa complicada, e se um não tiver o sucesso que acha que merecia a culpa é logo dos portugueses e de Portugal.

O Tim Berners-Lee não estava nos EUA nem no Reino Unido - estava na Suica, no CERN - onde um português podia igualmente estar, e onde um português podia igualmente ter criado a Web. Não aconteceu - azar, mas dai até afirmar que é porque o Mário Valente &quot;é português&quot; ou &quot;nasceu em Portugal&quot; é a falácia típica dos portugueses, a vulgar vicissitude portuguesa em acção - daqui a pouco o Mário Valente não se tornou o Linus Torvalds não porque não escreveu um clone do UNIX, mas por causa do Valentim Loureiro.

As parvoíces do costume - haja vergonha, humildade (que isso sim,  é coisa rara em Portugal) e um pouco de tento na língua.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Rebelde, o Mário é o nosso “Triunfo dos Geeks” nacional. Se vivesse em Inglaterra, seria uma espécie de herói britânico; se vivesse nos Estados Unidos (embora não sob um regime republicano…), seria neste momento uma super-estrela, uma net celebrity, e após sair das suas funções governamentais, provavelmente teria o seu próprio talk show convidando outras net celebrities e teria o blog mais lido do planeta. Infelizmente, teve o azar de nascer em Portugal, onde só têm notoriedade os criminosos, os jornalistas e analistas políticos, os políticos de topo, e os dirigentes de clubes de futebol.&#8221;</p>
<p>Sim, quer dizer, a culpa é do pais. Isso do sucesso é uma coisa complicada, e se um não tiver o sucesso que acha que merecia a culpa é logo dos portugueses e de Portugal.</p>
<p>O Tim Berners-Lee não estava nos EUA nem no Reino Unido &#8211; estava na Suica, no CERN &#8211; onde um português podia igualmente estar, e onde um português podia igualmente ter criado a Web. Não aconteceu &#8211; azar, mas dai até afirmar que é porque o Mário Valente &#8220;é português&#8221; ou &#8220;nasceu em Portugal&#8221; é a falácia típica dos portugueses, a vulgar vicissitude portuguesa em acção &#8211; daqui a pouco o Mário Valente não se tornou o Linus Torvalds não porque não escreveu um clone do UNIX, mas por causa do Valentim Loureiro.</p>
<p>As parvoíces do costume &#8211; haja vergonha, humildade (que isso sim,  é coisa rara em Portugal) e um pouco de tento na língua.</p>
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	<item>
		<title>Por: joaobarros</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-16</link>
		<dc:creator>joaobarros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 14:17:00 +0000</pubDate>
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		<description>Foi à sensivelmente 12 anos que tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com o Luis Sequeira e o Mário Valente, altura em que a Esotérica fez uma parceria com a empresa onde eu trabalhava, acabada em bit e começada em Hiper ;)
Isto para dizer que foram estes dois senhores que me levaram a começar a brincar com uma coisinha nova: Linux
Ainda tenho ali uma recordaçao: Slackware 3.0 box :D</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Foi à sensivelmente 12 anos que tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com o Luis Sequeira e o Mário Valente, altura em que a Esotérica fez uma parceria com a empresa onde eu trabalhava, acabada em bit e começada em Hiper <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /><br />
Isto para dizer que foram estes dois senhores que me levaram a começar a brincar com uma coisinha nova: Linux<br />
Ainda tenho ali uma recordaçao: Slackware 3.0 box <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: vd</title>
		<link>http://arundel.wordpress.com/2007/04/08/o-triunfo-dos-geeks-nacional/#comment-15</link>
		<dc:creator>vd</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Apr 2007 10:37:14 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Mas pelo menos não é esquecido pelos amigos, mesmo aqueles que têm as suas agendas electrónica pifadas e que não se lembram dos aniversários de ninguém (como eu :-P ) e se esquecem de telefonar.&quot;

Seu geek insensível! :)

&quot;uma das mentes mais brilhantes que tive o prazer de conhecer.&quot;

De facto, concordo contigo. O último ano tive oportunidade de trabalhar com ele, que já admirava há longa data e confirma-se, não só dá para se ter uma conversa inteligente, como é alguém com uma cultura e experiência, e acutilância terrivel :), fora do normal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas pelo menos não é esquecido pelos amigos, mesmo aqueles que têm as suas agendas electrónica pifadas e que não se lembram dos aniversários de ninguém (como eu <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':-P' class='wp-smiley' />  ) e se esquecem de telefonar.&#8221;</p>
<p>Seu geek insensível! <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&#8220;uma das mentes mais brilhantes que tive o prazer de conhecer.&#8221;</p>
<p>De facto, concordo contigo. O último ano tive oportunidade de trabalhar com ele, que já admirava há longa data e confirma-se, não só dá para se ter uma conversa inteligente, como é alguém com uma cultura e experiência, e acutilância terrivel <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> , fora do normal.</p>
]]></content:encoded>
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